Rede tem 7 diretórios aprovados; faltam 2 para registro

Marina Silva pode concorrer à Presidência em 2014 pela nova sigla (Foto: José Cruz/ABr)

A Rede Sustentabilidade atingiu ontem a marca de sete diretórios estaduais aprovados pela Justiça Eleitoral. Para conseguir seu registro nacional definitivo, a sigla precisa ser validada em ao menos nove Estados.

Ontem, os tribunais de Santa Catarina, do Tocantins e do Piauí aprovaram a criação dos órgãos estaduais da sigla. Além deles, já havia decisão favorável no Rio Grande do Sul, em Rondônia, no Acre e em Mato Grosso do Sul.

A Rede é o partido que a ex-senadora Marina Silva trabalha para criar e pelo qual pode concorrer à Presidência em 2014. Como a legislação eleitoral exige que os candidatos estejam filiados ao partido ao menos um ano antes da disputa, o grupo precisa obter seu registro até o início de outubro para que ela possa se lançar ao Planalto.

No total, o partido pediu registro em 15 Estados -e aguarda o julgamento em oito deles. A maior dificuldade enfrentada, no entanto, é a segunda exigência da legislação: a certificação de 492 mil assinaturas de apoio nos cartórios eleitorais.

Até ontem, cerca de 330 mil fichas haviam sido certificadas e outras 205 mil aguardavam análise de cartórios, segundo o partido. O grupo tem se queixado de que a Justiça Eleitoral não analisa as assinaturas dentro do prazo legal, de 15 dias.

PSDB

Também ontem, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que José Serra “não tem dentro do PSDB apoio para uma candidatura presidencial” e defendeu que ele fique no partido e dê suporte à candidatura do senador mineiro Aécio Neves ao Planalto.

“O Serra tinha que ficar dentro PSDB, leal, tratando de ver qual é a chance que o partido tem. Se [o candidato] for o senador Aécio, apoiando o senador Aécio. Se fizer uma aliança com Eduardo [Campos], apoiando a dupla”, afirmou. O ex-presidente disse também que não vê “espaço político” em outra sigla para que Serra se candidate.

“José Serra tem que ter o realismo de ver qual a oportunidade que ele tem, e não só no PSDB, mas fora. Sair do PSDB é uma perda para o PSDB e também para ele. E não vejo que haja, com realismo, espaço político em outro partido que permita uma candidatura presidencial.”

FHC disse também já ter sinalizado “claramente” ser a favor de uma aliança entre Campos e Aécio em 2014.

Aécio é hoje o principal nome do PSDB para concorrer ao Planalto. Serra, que já disputou a Presidência em 2002 e 2010, pretende se candidatar novamente e tem acenado com duas possibilidades: provocar a realização de prévias entre ele e o mineiro, ou mudar para o PPS -o que tem de acontecer até o início de outubro para que o paulista possa se candidatar.

O partido se reúne nesta quinta-feira para discutir cenários a partir da migração de Serra. O presidente nacional da sigla, deputado Roberto Freire, diz que não há prazo para que Serra decida, mas que facilitaria se o partido tivesse ao menos um mês para discutir alianças.

Folhapress

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