Não confunda independência com proclamação. Afinal, porque é feriado no dia 15 de Novembro? Entenda

Muita gente só quer saber do feriado em si e tudo que o acompanha, como folga, descanso, churrasco, bebedeira, pés para cima e despertador na gaveta. Mas você sabe o que se comemora no dia 15 de novembro? Algumas pessoas confundem a data com a Independência do Brasil, que aconteceu  em 7 de setembro de 1822, em que ocorreu o chamado Grito do Ipiranga, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo) e teve como resultado resultado a separação política do Reino do Brasil do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e instituição do Império do Brasil.

A PROCLAMAÇÃO DA REPUBLICA 

Foi em 1989, que o Marechal Deodoro da Fonseca, sim, aquele mesmo que dá nome para uma das principais avenidas de Curitiba (e tantas outras cidades do país) deu um golpe de estado contra o império e instaurou a república presidencialista no Brasil.

Na gravura, a cena da Proclamação da República Brasileira, em 15 de novembro de 1889. ( Litografia de Nicola A. Facchinetti)
Na gravura, a cena da Proclamação da República Brasileira, em 15 de novembro de 1889. ( Litografia de Nicola A. Facchinetti)

A MONARQUIA E O GOLPE

Em ato contínuo, o imperador Dom Pedro II foi destituído do posto de chefe de estado, regressando em seguida para Portugal. A proclamação ocorreu na Praça da Aclamação, que atualmente se chama Praça da República, no Rio de Janeiro, que era a capital do país. A monarquia brasileira já havia escapado de algumas tentativas de golpe, como a Inconfidência Mineira (antes mesmo da Independência) e Revolução Farroupilha, que visava a independência do Rio Grande do Sul, mas era um movimento contra o império.

PRESSÃO POLÍTICA

Após a Guerra do Paraguai os militares passaram a exigir mais espaço e reconhecimento do imperador, mas não foram atendidos. A partir da abolição da escravatura a pressão política aumentou, já que os donos de escravos não foram compensados pela perda de seus escravos, que passaram a ser livres desde então. Sem força política e apoio popular, Dom Pedro II foi forçado a aceitar o golpe e voltou para Portugal no dia 16 de novembro.

OS GOVERNASTES

Marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892) – 1º presidente do Brasil
Marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892) – 1º presidente do Brasil | Google Imagens

Depois de Deodoro da Fonseca, assumiu o governo o presidente Marechal Floriano Peixoto, seguido por Prudente de Morais e Campos Sales, que governou o país até a entrada do novo século.

Vieram em seguida: Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Venceslau Brás, Rodrigues Alves, Delfim Moreira, Epitácio Pessoa, Arthur Bernardes, Washington Luís, Júlio Prestes (não assumiu por causa da revolução de 1930), Getúlio Vargas, José Linhares, Eurico Gaspar Dutra, Getúlio Vargas, Café Filho, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, João Goulart, Humberto Castelo Branco, Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel, João Figueiredo, Tancredo Neves (morreu antes de assumir), José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Roussef, Michael Temer e Jair Bolsonaro (assume em janeiro de 2019).

Conhece o hino da Proclamação da República? Ele foi composto por Medeiros de Albuquerque e Leopoldo Miguez.

Ouça e leia o hino da Proclamação da República Brasileira!

Curiosidades sobre este dia histórico:

> O primeiro a dar o grito da República foi o sargento-mor e vereador de Olinda Bernardo Vieira de Melo. O militar lançou a proposta em 10 de novembro de 1710 porque estava insatisfeito com a exploração abusiva do país pelos monarcas portugueses. O pedido foi rejeitado.

> Deodoro havia decidido apoiar os republicanos quatro dias antes da proclamação.

Quando passou pelo portão do Ministério da Guerra, o marechal acenou com o quepe e ordenou às tropas que se apresentassem. As tropas se enfileiraram e ouviram-se o Hino Nacional. Estava proclamada a República. Não houve derramamento de sangue.

Depois de proclamada a republica ninguém queria levar o telegrama a D. Pedro II. Porém Sólon Ribeiro no meio da noite tirou o “ex-imperador” do Brasil da cama para avisá-lo do ocorrido.

Com medo de manifestações a favor da monarquia, os líderes do movimento pediam que D. Pedro II e sua família partissem naquela mesma madrugada. Dizem os relatos que a Imperatriz Tereza Cristina chorou, que Isabel ficou muda e que o Imperador apenas soltou um desabafo: “Estão todos loucos!”

> Antes de sua partida D. Pedro II escreveu uma mensagem: “Cedendo ao império das circunstâncias, resolvo partir com toda a minha família para a Europa amanhã […] Ausentando-me, conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo votos por sua grandeza e prosperidade.”

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 OKariri, com informações de  Pedra da Ilha e Tribuna Pr. 

 

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