IBOPE: Cerca de 8 em cada 10 brasileiros querem fim do foro privilegiado

Entre os dias 23 e 25 de abril, o IBOPE Inteligência realizou, sob encomenda do Avaaz.org, uma pesquisa telefônica entre brasileiros com 18 anos ou mais para avaliar o posicionamento deste público sobre o fim do foro privilegiado.

Mediante a apresentação da definição do que é o foro privilegiado, o presente estudo averiguou a opinião dos entrevistados a respeito desse direito concedido a políticos e autoridades brasileiras, como presidente e vice-presidente da República, ministros senadores, deputados e juízes. Quando questionados a respeito do fim do foro privilegiado, 78% dos respondentes concordam que ele deve acabar, enquanto 12% acham que ele deve ser mantido e 10% não sabem responder esta pergunta.

É possível observar que os percentuais entre quem avalia que o foro privilegiado deve acabar crescem conforme a renda familiar mensal: 75% entre quem tem renda familiar até 1 salário mínimo, 83% entre os que têm renda acima de 1 até 2 salários mínimos, 85% no grupo dos que têm renda acima de 2 até 5 salários e 86% entre aqueles cuja renda familiar mensal é superior a 5 salários). Quanto à escolaridade, se destacam os que possuem Ensino Superior e Ensino Médio (85% e 83%, respectivamente). A opinião sobre o fim do foro privilegiado também sobressai entre quem tem de 35 e 54 anos (82%) e entre os homens (82%).

Cerca de dois quintos dizem que o fim do foro privilegiado não afetaria o nível de confiança que têm no Poder Judiciário.

Pensando especificamente no Poder Judiciário e na confiança que a população deposita nesta instituição, 45% dizem que o nível de confiança se manteria igual, caso este poder aprovasse o fim do foro privilegiado. São 36% os que declaram que a confiança aumentaria, ao passo que 8% dizem que ela diminuiria. Nesta pergunta, 11% não sabem responder.

Entre aqueles que declaram que o nível de confiança no Poder Judiciário se manterá mesmo com o fim do foro privilegiado, sobressaem os que têm renda familiar mensal até 1 salário mínimo (52%), os que moram nas periferias e aqueles que residem nas cidades com mais de 500 mil habitantes (50% em cada um desses segmentos). Nesse sentido, cabe assinalar também os moradores da região Nordeste e quem tem Ensino Fundamental (49% em ambos).

Ampla maioria crê que o fim do foro privilegiado ajudaria a combater a impunidade.

Grande parte dos brasileiros (77%) acredita que o fim do foro privilegiado ajudaria a combater a impunidade. Os que entendem que não ajudaria totalizam 14% e 9% não sabem responder esta pergunta.

Entre quem avalia que o fim do foro privilegiado ajudaria a combater a impunidade, observa-se que os percentuais crescem conforme aumenta a escolaridade do entrevistado (69% entre quem possui ensino fundamental, 82% entre os que têm escolaridade média e chega a 87% entre aqueles com ensino superior). A mesma tendência é observada em relação à renda familiar:  entre quem tem até 1 salário mínimo esse percentual é de 73%, indo para 78% entre os que têm renda acima de 1 a 2 salários, 87% entre quem possui renda familiar mensal acima de 2 a 5 salários mínimos, chegando a 90% entre aqueles cuja família tem renda acima de 5 salários. Além disso, quanto mais jovens são os entrevistados maior a percepção de que o fim do foro privilegiado ajudaria a combater a impunidade: 83% entre os que têm de 18 a 34 anos; 79% entre os respondentes com 35 a 54 anos e 67% entre aqueles com 55 anos ou mais. Moradores da região Sul e das capitais brasileiras (81% em cada um desses segmentos) também são destaque entre aqueles que creem que o fim do foro privilegiado poderia ajudar a combater a impunidade.

Fonte: IBOPE Inteligencia.

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