Governo propõe salário mínimo de R$ 1.169 para 2022, estudo aponta que deveria ser R$ 5.495,52

O governo federal enviou ao Congresso Nacional a proposta de um salário mínimo de R$ 1.169 para 2022. O valor consta no projeto da Lei Orçamentária Anual divulgado pelo Ministério da Economia nesta terça-feira (31), último dia do prazo para o envio do texto.

O valor é R$ 69 maior que o salário mínimo atual, de R$ 1.100, e representa uma alta pouco maior que 6,2% — que é a previsão do Ministério da Economia para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deste ano, feita no mês de julho. Com isso, não está previsto aumento real (acima da inflação).

A proposta anterior, divulgada em abril, era de um aumento para R$ 1.147 em 2022. A inflação registrada nos últimos meses, no entanto, foi maior que a esperada – e a Constituição Federal impede que o governo reponha menos que a inflação do período para o salário mínimo.

De acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 50 milhões de pessoas no Brasil, das quais 24 milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A Constituição determina que o salário mínimo tem de ser corrigido, ao menos, pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.

Salário mínimo deveria ser de R$ 5.495,52

Em uma família composta por dois adultos e duas crianças, o salário mínimo deveria ser de R$ 5.495,52. É o que revela a estimativa feita pelo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

É bom lembrar que o salário mínimo atualmente é de R$ 1.100. Ou seja, o salário mínimo proposto pela entidade é quase 5 vezes maior do que o atual.

O levamento do Dieese usa como base o preço da cesta básica mais cara do país –neste caso, a da capital paulista. A cesta básica em São Paulo custa R$ 654,15, alta de 3,59% na comparação com dezembro do ano passado. Em 12 meses, o valor do conjunto de alimentos subiu 26,40% em São Paulo.

Em 11 das 17 capitais analisadas pela pesquisa, a cesta básica custa mais da metade do salário mínimo atual. As exceções são Belém, Salvador, Recife, João Pessoa, Natal e Aracaju. – Com CNN e Agência Brasil.

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