
O governo federal planeja aumentar a remuneração de três usinas térmicas movidas a gás natural, para viabilizar seu acionamento. A medida deverá elevar a conta de luz dos consumidores.
Uma consulta pública sobre o tema foi aberta nesta terça-feira (2) e ficará aberta por cinco dias, até o dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno das eleições.
As usinas térmicas são acionadas quando os reservatórios estão baixos e é preciso compensar a queda na geração hidrelétrica.
Esse acionamento é o principal responsável pelo aumento no preço da energia, mas ajudam a preservar os reservatórios de água em tempos de secas prolongadas.
A proposta do governo apresentada nesta terça é direcionada a três usinas: a térmica de Uruguaiana, da AES; a térmica de Araucária, da Copel (Companhia Paranaense de Energia) e a térmica de Cuiabá, controlada pela Âmbar, do grupo J&F.
No entanto, analistas ouvidos pela Folha preveem que a medida trará um aumento na conta de luz.
[ads1] Esse impacto será de 0,15% até abril de 2019, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que não deu mais detalhes sobre o cálculo.
O governo também argumenta que a medida é necessária para dar segurança energética ao país, devido ao nível baixo dos reservatórios.
Segundo a ONS (Operadora Nacional do Sistema Elétrico), a situação hídrica do país até o fim do ano atingirá um patamar mais baixo do que o nível de 2014, quando ocorreu o pior armazenamento em novembro nos últimos 20 anos.
Nesta segunda (1º), o governo já havia proposto a retomar de uma outra termelétrica, em Fortaleza, operada pela italiana Enel. A ideia é que a usina seja acionada por 90 dias com um preço adicional, que também deverá ser repassado aos consumidores.
Para Claudio Salles, presidente do Instituto Acende Brasil, a retomada da usina de Fortaleza faz sentido, pois a outra opção seria acionar usinas ainda mais caras. Ele ainda não fez cálculos para as outras três usinas que o governo pretende retomar.
Outro analista consultado avalia que a medida soluciona o problema das companhias e repassa a conta aos consumidores.
Notícias ao Minuto com informações da Folhapress.

