Normalmente os motivos têm a ver com a saúde… ocorrem porque a pessoa ronca, tem as pernas inquietas, é sonâmbula ou vai muito ao banheiro por motivos médicos. Então eles se mexem, rolam e isso incomoda o parceiro.

Tudo começou após a pandemia de covid-19. O ronco tornou-se insuportável e Cecília não conseguia dormir.
Ela sacudia o seu parceiro, tentando fazer com que ele se virasse e parasse de roncar. Mas seu esforço foi inútil.
A mulher de 35 anos não aguentava mais. E foi assim que eles tomaram a decisão: eles não dormiriam mais juntos e nem no mesmo quarto.
“Eu não conseguia me concentrar no meu trabalho. Ficava cansada o dia todo. Você pode aguentar isso por algumas noites, mas no longo prazo não consegue sobreviver”, disse Cecilia à BBC de sua casa em Londres, onde mora há alguns anos.
“Não foi uma decisão fácil. Partiu um pouco o nosso coração. Mas quando percebemos que poderíamos dormir separados, fiquei feliz”, acrescenta. Cecília e o companheiro, de 43 anos, adotaram uma prática chamada “divórcio do sono”.
“O divórcio do sono geralmente é algo que, inicialmente, é feito temporariamente. Mas depois os casais percebem que na verdade dormem melhor quando estão sozinhos”, diz Stephanie Collier, psiquiatra do Hospital McLean, nos Estados Unidos.
Alguns historiadores sugerem que a “cama matrimonial” (ou cama de casal) é um conceito moderno e que a sua utilização aumentou com a revolução industrial, quando as pessoas passaram a viver em áreas mais populosas.
Mas antes do século 19, era comum os casais dormirem separados.
“E quanto maior o nível socioeconômico, mais comum isso era. Você pode ver como os membros da realeza dormiam”, diz Pablo Brockmann, especialista em sono da Faculdade de Medicina da Universidade Católica do Chile.
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