
Com chapéu de vaqueiro na cabeça, o presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (PMDB), promulgou nesta terça-feira (6) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que regulariza a realização de vaquejadas no país.
“Decidimos que o céu é o limite na defesa desse esporte que mobiliza milhares de pessoas em todo o país. Não vamos nos render”, afirma Régis Frati, membro do conselho da associação que reúne criadores.
A promulgação da lei foi comemorada pelos empresários, que veem uma maior segurança jurídica para a realização das vaquejadas.
No ano passado, uma série de eventos foram cancelados a partir de decisões judicias tomadas com base na decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que considerou inconstitucional uma lei do Ceará que regulamentava a vaquejada.
A expectativa é que a PEC seja contestada por entidades de defesa dos animais e a discussão chegue, mais uma vez, ao STF.
Tradição que surgiu no interior do nordeste, a vaquejada costuma movimentar cidades como Serrinha (BA), Caruaru (PE) e Lagarto (SE), em eventos que reúnem milhares de pessoas.
A prática consiste numa corrida entre dois vaqueiros montados a cavalo que têm o objetivo perseguir e derrubar um boi, puxando-o pela cauda numa pista de areia com cem metros de comprimento.
AQUELE 1%
Organizador da Vaquejada de Serrinha (BA), que chega a reunir 80 mil pessoas, o empresário Carlinhos Serra comemorou a aprovação da PEC e defendeu a regulamentação da prática como forma de evitar maus-tratos aos animais.
“Defendo até que quem não tem estrutura para garantir uma condição boa para o animal seja proibido de fazer vaquejada”, afirma.
Ele ainda afirma que a discussão no STF e no Congresso serviu como uma divulgação das vaquejadas, que não eram ainda tão conhecidas fora do Nordeste.
Segundo ele, a maioria da população é favorável à prática, que sofreria objeção apenas dos ativistas ambientais. “Todo mundo gosta da vaquejada, é um programa para as famílias. Só quem é contra é aquele 1% que não come carne nem bebe leite”, afirma.
Fonte: Folhapress.

