O eclipse lunar que atravessou a madrugada desta sexta-feira (28) foi observado em diferentes partes do Brasil.
O fenômeno, classificado como parcial, teve aparência próxima à de um eclipse total porque 96,2% do disco da Lua ficou dentro da umbra, a região mais escura da sombra projetada pela Terra.

As imagens registradas pela Agência EFE mostram diferentes momentos do fenômeno. Em Brasília, o eclipse foi acompanhado no planetário da cidade, enquanto em São Paulo a observação ocorreu no planetário do Parque do Carmo, na Zona Leste.
A primeira fase começou às 22h24 de quinta-feira (27), quando a Lua entrou na penumbra da Terra. Essa etapa provoca uma redução mais sutil no brilho e pode ser difícil de perceber a olho nu.
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Eclipse lunar atingiu o auge na madrugada
A fase parcial começou às 23h34, quando o satélite natural passou a entrar na umbra. Foi nesse momento que a sombra terrestre começou a cobrir uma parte mais evidente da superfície lunar.

O ponto máximo ocorreu à 1h13, quando 96,2% da Lua estava obscurecida.
O eclipse continuou depois do auge, até que a Lua deixasse gradualmente a sombra da Terra. O fim da fase penumbral ocorreu às 4h02, encerrando o fenômeno. Os horários são referentes ao horário de Brasília.

O eclipse lunar pôde ser visto de todo o território brasileiro, desde que as condições do céu permitissem.
Quando atravessa a umbra, o satélite pode ganhar tons avermelhados ou acobreados. Isso ocorre porque parte da luz solar atravessa a atmosfera da Terra antes de alcançar a Lua. A atmosfera espalha mais os comprimentos de onda azulados, enquanto a luz avermelhada consegue chegar ao satélite com maior facilidade.

Eclipse lunar também foi visto fora do Brasil
O espetáculo não ficou restrito ao céu brasileiro. O eclipse lunar foi observado em diferentes países da América do Sul, incluindo Venezuela, Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Equador e Uruguai. Também houve visibilidade em países da América Central e em partes da América do Norte, Europa e África.
De acordo com o site Time And Date, na Venezuela, a capital Caracas também registrou o fenômeno durante a madrugada. Por lá, o eclipse começou ainda na noite de quinta-feira e atingiu o ponto máximo às 0h12 de sexta-feira, pelo horário local. A cidade teve 93,91% do disco lunar obscurecido.
A amplitude da área de visibilidade está relacionada à própria natureza do fenômeno: diferentemente de um eclipse solar, que só pode ser observado de uma faixa relativamente limitada da superfície terrestre, um eclipse lunar pode ser acompanhado por qualquer região do planeta que esteja voltada para a Lua durante o evento.
Por que o fenômeno não é um eclipse total?
Apesar de a aparência ter sido semelhante à de um eclipse total, o evento desta madrugada foi classificado como parcial. Isso ocorre porque a Lua não atravessou completamente a umbra terrestre. No ponto de maior cobertura, uma pequena parcela do disco lunar permaneceu fora da região mais escura da sombra.
O eclipse lunar acontece quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados de forma que a Lua passe pela sombra do planeta. Como a órbita lunar é inclinada em relação ao plano da órbita da Terra ao redor do Sol, esse alinhamento não ocorre em toda Lua cheia.
A observação também não exige equipamentos especiais. Diferentemente do eclipse solar, que requer proteção adequada para os olhos, o eclipse lunar pode ser acompanhado diretamente, a olho nu. Binóculos e telescópios podem ampliar a imagem, mas são opcionais.

Quando será o próximo eclipse lunar?
Quem perdeu o fenômeno desta madrugada terá novas oportunidades nos próximos anos, mas nenhuma será tão marcante para os observadores brasileiros no curto prazo.
Segundo o Observatório Nacional, 2027 terá dois eclipses lunares, ambos do tipo penumbral, quando a alteração no brilho da Lua é muito discreta e pode passar despercebida a olho nu.
Em 2028 haverá um eclipse parcial visível em todo o Brasil na noite de 11 para 12 de janeiro, mas apenas 2,4% do disco lunar ficará obscurecido.
O próximo eclipse lunar total que poderá ser visto de todo o Brasil está previsto para a noite de 25 para 26 de junho de 2029. Nesse tipo de fenômeno, a Lua atravessa completamente a umbra e pode adquirir uma coloração avermelhada, criando o conhecido efeito de “Lua de Sangue”.

