Os caminhoneiros decidiram suspender a greve que estava prevista para esta semana, conforme anunciado após uma assembleia geral realizada na quinta-feira, dia 19. No entanto, a categoria permanece em estado de alerta, ou, como falou João Paulo Eustasia, o Paulinho do Transporte, presidente da CNTTL, em “estado de greve”. Isso significa que, embora a paralisação tenha sido evitada por enquanto, as reivindicações ainda estão abertas e uma nova greve pode ser convocada caso não haja progressos significativos.
A suspensão da greve ocorreu após o Ministério dos Transportes publicar uma medida provisória que representa um avanço nas discussões. Entre as principais pautas está o descumprimento do piso mínimo do frete, um problema que tem gerado grande insatisfação na categoria. Paulinho do Transporte destacou que a assembleia, embora tensa devido aos ânimos acirrados, conquistou os avanços e optou por suspender a greve, mantendo a mobilização.
Para dar continuidade às negociações, as lideranças dos caminhoneiros têm agendada uma reunião com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, na próxima quarta-feira, dia 25, em Brasília. Nesta reunião, serão discutidas as pendências mais urgentes, como a adequação do piso mínimo do frete para que considere o número de eixos dos caminhões, evitando a discriminação dos veículos com menos eixos. Além disso, a categoria busca o apoio do governo para iniciar o Congresso em relação às demandas legislativas, como a aposentadoria especial.
Paulinho do Transporte também abordou a questão da influência política, concordando com a ministra Gleisi Hoffmann que existem grupos políticos que tentam manipular os caminhoneiros para fins eleitorais. No entanto, ele ressaltou a consciência dos trabalhadores sobre os impactos que uma paralisação pode causar na economia e no abastecimento, como visto em 2018. A decisão de suspender a greve foi tomada com muita cautela, demonstrando a responsabilidade da CNTTL em buscar soluções sem radicalizar, evitando ser um “campo da balança” em disputas políticas.
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