Brasil perde o seu mais importante arquiteto: morreu Oscar Niemeyer

OKariri, por Agência Brasil

 

Morreu na noite desta quarta-feira (5) no Hospital Samaritano, em Botafogo (Rio de Janeiro), onde estava internado desde o dia 2 de novembro, vítima de complicações renais e desidratação, o arquiteto Oscar Niemeyer, de 104 anos.

 

O quadro de saúde de Niemeyer piorou nas últimas horas, e o boletim médico assinado esta tarde pelo médico intensivista Fernando Gjorup indicava piora “no estado clínico do arquiteto”.

 

Por causa de uma infecção respiratória, o arquiteto que estava na unidade intermediária do hospital apresentou um quadro de infecção respiratória, ficou sedado e respirando com auxílio de aparelhos.

 

Niemeyer morreu às 21h55. Ele completaria 105 anos no próximo dias 15.

 

LADO DA FAMILIA – O médico intensivista e clínico Fernando Gjorup, que nos últimos anos foi o médico do arquiteto Oscar Niemeyer, disse que o arquiteto morreu às 21h55 tendo ao lado membros da família, entre eles netos e sobrinhos.

 

Segundo Gjorup, “de ontem [4] para hoje [5], o paciente apresentou uma piora. Os exames de sangue já vinham mostrando isso. Hoje pela manhã, o estado de saúde piorou ainda mais e ele precisou da ajuda de aparelhos para respirar”, disse. Muito abalado, o médico declarou que o arquiteto morreu vítima de infecção respiratória.

 

Gjorup declarou, ainda, que Niemeyer, neste último mês, onde ficou internado por 33 dias no Hospital Samaritano, nunca falou em morte, sempre falou da vida. Informou que ele vinha apresentando sinais de piora dos exames laboratoriais e infecção respiratória.

 

“Hoje pela manhã apresentou insuficiência respiratória, teve que ser entubado e ventilado por aparelho e agora à noite ele não tolerou e veio a falecer às 21h55”.

 

PRESIDENTE DILMA – A presidenta da República, Dilma Rousseff, ao lamentar a morte do arquiteto Oscar Niemeyer, diz, em nota, que “o Brasil perdeu hoje um dos seus gênios. É dia de chorar sua morte. É dia de saudar sua vida”.

 

De acordo com a presidenta, a história de Niemeyer “não cabe nas pranchetas”. O arquiteto “foi um revolucionário, o mentor de uma nova arquitetura, bonita, lógica e, como ele mesmo definia, inventiva”. Dilma destacou ainda que “poucos sonharam tão intensamente e fizeram tantas coisas acontecer como ele”.

 

Ainda segundo a presidenta, “da sinuosidade da curva, Niemeyer desenhou casas, palácios e cidades. Das injustiças do mundo, ele sonhou uma sociedade igualitária”.

 

“Carioca, Niemeyer foi, com Lúcio Costa, o autor intelectual de Brasília, a capital que mudou o eixo do Brasil para o interior. Nacionalista, tornou-se o mais cosmopolita dos brasileiros, com projetos presentes por todo o país, nos Estados Unidos, França, Alemanha, Argélia, Itália e Israel, entre outros países. Autodeclarado pessimista, era um símbolo da esperança”, diz a nota assinada pela presidenta da República.

 

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