Recém completados 11 anos de existência, o programa Bolsa Família, do Governo Federal, vem contribuindo para reduzir os índices de pobreza no país e, por consequência, melhorando os aspectos de saúde do povo brasileiro. O programa foi responsável, por exemplo, pela redução de 58% da mortalidade infantil causada por desnutrição no Brasil.
O dado foi apenas um dos resultados positivos apresentados na tarde desta quinta-feira (20), pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, durante o segundo dia do XXXI Encontro Educacional The Network: Towards Unity For Health, em realização no Centro de Eventos do Ceará (CEC). O evento internacional, promovido pela organização não-governamental The Network e pela Universidade Federal do Ceará (UFC), acontece até o próximo domingo (23).
Na plenária “Intervenções nos determinantes sociais de saúde como fator-chave para o desenvolvimento do sistema de saúde”, a ministra Tereza Campello apresentou, ainda, dados como a redução de 46% da mortalidade infantil por diarreia e a queda de 51% da desnutrição crônica em crianças entre os anos de 2008 (taxa de 17,5%) e 2012 (taxa de 8,5%).
Gestação
A ministra destacou, também, que as gestantes acompanhadas pelo Bolsa Família têm uma frequência de 50% acima da média das gestantes de baixa renda no que diz respeito ao tratamento pré-natal, dado que contribuiu para a redução de 14% no índice de nascimento de crianças prematuras.
“Nós construímos dentro do Bolsa Família uma bolsa especifica, que chamamos de bolsa gestante, para tentar capturar, de certa forma, essa gestante pobre de baixa renda, então ela passa a ganhar esse beneficio a medida que faz a primeira consulta pré-natal, com isso já temos uma incidência importante de que temos antecipado a consulta pré-natal, pois sabemos que é uma medida estratégica para reduzir a mortalidade materna”, disse.
Ainda conforme Tereza Campello, as gestantes acompanhadas pelo programa social têm conseguido amamentar mais suas crianças. Segundo os dados apresentados, 60% das mulheres do programa amamentam até o sexto mês de vida do filho, contra 50% das que não são do programa.
Sobre o Ceará, a ministra destaca como um dos estados brasileiros com melhor desempenho na questão do desenvolvimento social. “É o segundo estado com a maior construção de cisternas, é um dos estados onde a gente tem o melhor desempenho na área de educação, de acompanhamento das condicionalidades das nossas crianças. É um estado onde o Pronatec está andando bem. Nós temos uma relação muito positiva com o governo do estado, que nos apoia muito, na área rural, por exemplo, nós sentimos todo um trabalho para garantir acesso a assistência técnica para a população rural”, comenta.


