O presidente da República, Jair Bolsonaro, deve demitir Luiz Henrique Mandetta do cargo de ministro da saúde até o fim desta semana. Fontes confirmaram que o clima entre os dois se tornou insustentável diante da divergência pública entre o presidente e o chefe da principal pasta do governo no combate à pandemia do novo coronavírus.

Na última semana, a permanência de Mandetta já era dada como incerta. Mas a situação se agravou após o ministro dizer, durante entrevista, que a havia a necessidade de uma “fala única” no governo.
Nesta terça-feira, em coletiva no Palácio do Planalto, ele negou que tenha feito a declaração para forçar uma demissão. “[Minhas falas] foram muito mais relacionadas à comunicação. Nada além disso. É no trabalho mesmo que estamos focados”, afirmou o ministro.
ATÉ SEXTA-FEIRA
A exoneração de Mandetta deve ser anunciada até a próxima sexta-feira. Bolsonaro deve receber o apoio dos militares para essa decisão.
Henrique Mandetta, avisou sua equipe na noite desta terça-feira (14) que Jair Bolsonaro já procura um nome para o seu lugar e que deve ser demitido ainda nesta semana.
Ele conversou com integrantes da pasta em clima de despedida após a entrevista coletiva da qual participou no Palácio do Planalto.
De acordo com relatos, Mandetta avisou que combinou de esperar a escolha do substituto e de ficar até a exoneração de fato ocorrer.
DEMISSÃO NÃO
Alguns membros da equipe sugeriram que ele pedisse demissão imediatamente, mas a ideia foi rejeitada pelo ministro.
Antes da coletiva, Mandetta esteve presente na reunião do conselho, com Bolsonaro e os demais ministros. Segundo relatos, o chefe da Saúde ficou em silêncio durante todo o encontro.
Desde que a guerra fria envolvendo os dois teve início, Bolsonaro já ameaçou algumas vezes demitir o ministro, mas até agora não concretizou o plano.
OKariri, com informações R7, Folha e Veja.

