
A falta da merenda escolar nas escolas públicas do Estado também atinge a região do Cariri. Em Crato, por exemplo, pelo menos quatro unidades de ensino apresentam deficiência na distribuição da alimentação regular aos alunos. O problema é gerado por atraso na liberação de recursos e pela quantidade de rotas estabelecidas para entrega dos produtos que compõem o cardápio escolar. Para a orientadora financeira da Crede 18, Maria Ivani do Carmo, no entanto, a falta da merenda nas unidades é temporária e acontece anualmente por causa de ajustes que necessitam ser realizados.
“Temos apenas quatro escolas com este problema. No entanto, essa situação já estará solucionada até a próxima sexta-feira”, assegurou. “Infelizmente, nos primeiros meses de cada ano há escolas que apresentam falta de merenda, por poucos dias”.
Ainda de acordo com Maria Ivani do Carmo, todos os trâmites para aquisição da merenda foram seguidos em tempo hábil. “Agora é aguardar a distribuição dos produtos nas unidades onde a merenda não vinha sendo disponibilizada”, informou.
Na cidade de Barro, que integra a Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede) 20, também há deficiências na distribuição da merenda aos alunos. De um total de 18 escolas regulares, cerca quatro ainda apresenta falta da distribuição de lanche para os alunos. A direção da Crede 20, entretanto, alega não existir nenhum problema. Professores de duas escolas da rede estadual, ambas localizadas em distritos do município, afirmam que a quantidade de produtos para elaboração do cardápio diário é diminuta, o que acaba dificultando a distribuição da merenda aos alunos.
“O esforço para que não falte é muito grande. No entanto, nem todos os dias há segurança da distribuição da merenda por conta da falta da diversidade dos produtos. Os alunos não querem comer baião com ovo todo santo dia”, afirma um professor que pediu para não ser identificado.
Solução
Na região do Cariri Oeste e na Zona Norte do Ceará no início deste ano letivo também houve falta de merenda escolar para os alunos da rede estadual de ensino nas escolas regulares. A maioria das unidades já solucionou o problema e outras vêm adotando medidas burocráticas para regularizar a situação no decorrer dos próximos 15 dias.

