Instituições federais podem paralisar atividades

Sindicato Nacional dos Docentes de Intituições Federais convoca professores para a paralisação nacional (Foto: Serena Morais/Jornal do Cariri)
Sindicato Nacional dos Docentes de Intituições Federais convoca professores para a paralisação nacional (Foto: Serena Morais/Jornal do Cariri)

Para pressionar o Governo Federal a ampliar os investimentos públicos para a educação e dar respostas ao executivo frente à precarização das condições de trabalho e ensino nas Instituições Públicas Federais, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) conclama os professores a participarem de paralisação nacional. O movimento acontece nesta sexta (29). No Cariri, a questão ainda está indefinida

Segundo o professor Giovani Tavares, secretário geral do Sindicado das Universidades Federais do Estado do Ceará (Adufc- sindicato), a adesão à paralisação do dia 29 deverá ser um ato individual de cada docente. “Como estamos em processo de transição e a nova diretoria só entrará em atividades no dia 3 de junho, não temos como realizar uma assembleia antes dessa data, para entrar em consenso sobre o assunto. Cada professor é livre para decidir se adere ou não a paralisação nacional”, explica Giovani.

Já o Sindicato dos Servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Cariri (Sinasefe – Cariri) decidirá, na tarde desta terça-feira (26), se adere ou não a paralisação. “Nós teremos uma assembleia com os professores e técnicos administrativos, onde discutiremos vários assuntos. Por enquanto, ainda não temos nada definido”, diz André Cavalcante membro da diretoria do Sinasafe – Cariri.

Nas redes sociais, a paralisação e o indicativo de uma possível greve têm gerado polêmica. Enquanto alguns estudantes apóiam, a possibilidade é questionada por outros. O estudante Antônio Lima Júnior, do sétimo semestre do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Cariri (UFCA), é a favor do movimento. “Em 2012, eu cursava o primeiro semestre e passamos por um momento como esse. Ninguém faz greve porque quer. É uma forma de chamar a atenção do Governo para a educação pública, e de cobrar melhorias”, relata Lima Júnior.

Já o estudante do terceiro semestre do curso de Engenharia Civil da UFCA, Danilo Brito, questiona a falta de esclarecimentos. “Se vai ter paralisação ou se tem algum indicativo de greve é interessante que os professores passem isso para os estudantes. Estamos prestes a finalizar um semestre e uma possível deliberação de greve me preocupa. Ficaremos com o semestre comprometido e isso prejudica o desempenho dos alunos”, finaliza.

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