A mais recente modificação que a PM sofreu foi a inserção, ampliação e agora a reestruturação do programa Ronda do Quarteirão. O projeto do governador Cid Gomes, implantado em novembro de 2007, trazia uma nova proposta para a PM do Ceará; uma Polícia comunitária que fazia visitas e não se ausentava da área patrulhava a bordo de caminhonetas, modelo Hilux.
Aos poucos o Programa foi dado como falido por especialistas em segurança, que diziam que as características do Ronda se perderam. Neste ano, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) anunciou a reestruturação do Programa
O atual comandante do Núcleo de Polícia Comunitária, tenente-coronel PM Fernando Albano, disse que realmente houve um desvirtuamento no Programa, mas o novo projeto de reestruturação deverá trazer de volta o cunho comunitário para esta Polícia especializada, além de novidades para o Batalhão.
“Todos nós acompanhamos este desvirtuamento, principalmente no ano de 2012. O Ronda passou a exercer uma atividade reativa e a atender ocorrências oriundas da Ciops, porque a demanda era muito grande. Ficou esquecido este lado proativo, de contato com a população e acolhimento da sociedade, mas isto será retomado”. Segundo Albano, com a reestruturação, o novo será a Polícia de Acolhimento Social. “O novo Ronda será um elo entre a comunidade e diversas outras instituições, não somente os órgãos de Segurança Pública”.
Albano disse que o programa terá duas frentes: a reativa, que será colocada em prática pelos policiais do pelotão antes denominado Policiamento Ostensivo Geral (POG); e outra frente proativa, que será treinada e qualificada para atendimento de famílias que passam por diversos problemas sociais, inclusive a violência doméstica. “Faremos as visitas buscando atender as necessidades das pessoas. O que não estiver em nosso alcance resolver, passaremos relatórios para os órgãos competentes”. Conforme o comandante, o novo modelo é de uma Polícia parceira.

