Era por volta de 7h30min de quarta-feira (02), quando foi prezo por desobediência, apologia e perturbação, o senhor Paulo Ferreira do Nascimento, de 39 anos, natural de Cabrobó-PE, residente na rua Padre Macedo centro de Mauriti-CE. O mesmo é um dos encarregado da transposição do Rio São Francisco.
Policia Militar recebeu um comunicado de pessoas que estava no canteiro de obras, o infrator estaria usando 01 (um) automóvel GM/CELTA, ano 2008, de cor preta e de placas KJJ-8712, e estava estacionado em frente ao portão de acesso da empresa Queiroz Galvão (localizada no Sítio Descanso, Zona Rural de Mauriti/CE, o que impedia o trânsito de veículos naquela localidade.
Após o comunicado, os Policiais Militares chegaram contataram que se tratava do senhor Paulo Ferreira do Nascimento, e pediu que o mesmo retirasse o veículo do local, “uma vez que estavam impedido o direito de ir e vim das pessoas”, todavia este se recusou, alegando que havia uma assembleia no local.
O acusado não obedeceu à ordem dos policiais, e recebeu voz de prisão sendo detido em seguida, com fato presentes passaram a agredir a corporação. Mesmo assim a condução foi realizada sob o comando do Major Jair Matias de Queiroz, o qual apresentou o infrator a autoridade policial civil da Cidade de Brejo Santo-CE, onde foi lavrado T.C.O. (Termo Circunstanciado de Ocorrência ) por infração aos Artigos 330 e 287 do Código Penal (Dec. Lei 2848), e Art. 42 da LCP (Dec. Lei 3688).
O acusado apresenta versão contraria a da policia, Segundo o senhor Paulo Ferreira do Nascimento, o fato se deu quando o mesmo abordou o engenheiro “Guilherme”, que é responsável pela obra, e comunicou ao mesmo que estavam fazendo uma paralisação temporária, para a realização de uma assembleia com os funcionários da empresa que ali trabalham, uma vez que a referida obra encontra-se 34 dias de greve. Paulo Ferreira diz que o fato de ter posicionado o seu veiculo no local, foi porque o local seria estratégico para falar com os funcionários que ali se encontravam, ainda segundo ele, o próprio engenheiro que lhe havia dado autorização, e em seguida chamou a policia, que já se encontrava no local, porém afastados do local do ocorrido.
Paulo Ferreira ainda informou que, quando viu o Major Queiroz com cerca de 12 policiais militares ao seu comando se aproximou, o comandante da tropa falou que caso o acusado não retirasse o seu veiculo do local, iria emitir voz de prisão. Segundo o acusado, ele ainda tentou explicar para o Major que estava naquele local com autorização do engenheiro gestor da obrar, momento em que recebeu voz de prisão do Major, Paulo Ferreira ainda afirma que alguns policiais que com ele estavam foram em sua direção, momento em que o acusado afastou-se e entrou no meio dos funcionários, ocasião em que os mesmos foram efetuados dois ou três disparos de arma de fogo para o alto, em seguida Paulo foi rendido e jogado ao solo, sofrendo diversas agressões, e em seguida levado para a Cadeia Pública de Mauriti-CE, onde posteriormente foi encaminhando para a Delegacia de Polícia Civil de Brejo Santo.

