O laudo da perícia forense sobre a morte de um recém-nascido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de Messejana, em Fortaleza, será divulgado em dez dias. O recém-nascido, do sexo masculino, era filho de uma jovem de 19 anos, que deu à luz criança no banheiro da UPA, onde permaneceu trancafiada durante cerca de 30 minutos, acompanhada de uma irmã. Somente após o parto, a porta teria sido aberta pela irmã, que anunciou aos vigilantes e demais presentes no local que a criança nasceu morta.
O fato aconteceu na última quinta-feira na UPA localizada na Rua Miguel Gurgel, s/n, por volta do meio-dia. De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), a jovem grávida (a identidade foi preservada) de nove meses chegou no local com a irmã afirmando estar sentindo cólicas. A assessoria garante que ela foi atendida por dois médicos, mas como a UPA destina-se a atendimento de urgência e emergência, a garota recebeu o encaminhamento para o Hospital Gonzaguinha de Messejana, unidade referência em maternidade mais próxima.
Contudo, antes mesmo de se dirigirem ao hospital indicado, as duas entraram no banheiro da UPA e permaneceram no recinto sem abrir a porta para ninguém. A assessoria, mesmo preferindo não emitir juízo de valor antes do término das investigações, antecipou que o procedimento esperado seria que as duas solicitassem ajuda ou gritassem por socorro no momento do parto.
Concluído o parto no banheiro, a equipe médica teria tentado prestar assistência necessária à criança, mas constatou que ela não apresentava mais sinais vitais. Segundo a Sesa, o corpo do bebê foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de um exame necroscópico.
Ainda na quinta-feira, foi feito o Boletim de Ocorrência na delegacia mais próxima, que ficará encarregada de investigar a verdadeira causa da morte do recém-nascido. Já a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social esclareceu que o laudo cadavérico fica concluído em dez dias.
Diário do Nordeste

