
O primeiro protesto com a a participação de adeptos da tática Black Bloc após o Governo de São Paulo reforçar a repressão aos atos de vandalismo em manifestações, com a liberação do uso de balas de borracha pela Polícia Militar, acabou em violência e depredações. O ato foi organizado por estudantes da Universidade de São Paulo (USP). Eles exigiram mais democracia na universidade e se reuniram às 17 horas no largo da Batata, na Zona Oeste da capital paulista, de onde partiram em passeata em direção ao Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul.
Por volta das 18 horas, na avenida Eusébio Matoso, começaram os atos de vandalismo e o confronto com policiais, que reagiram com bombas de gás lacrimogêneo e disparos de balas de borracha. Os black blocs tomaram a frente da marcha e passaram a depredar o que encontravam pelo caminho. Uma concessionária da Honda, na avenida, teve as vitrines quebradas e a loja de decoração Tok & Stok foi invadida por manifestantes.
Havia clientes na loja durante a confusão, o que causou pânico entre os consumidores. Carros foram depredados no estacionamento ao lado do estabelecimento. A Polícia Militar tentou dispersar os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo. Algumas delas entraram na loja e causou ainda mais pânico entre os clientes.
De acordo com estimativa da PM, antes do início da confusão havia cerca de 300 pessoas no protesto. Entre os detidos, foram constatados mulheres e professores. O protesto continuou e os manifestantes atravessaram a ponte Eusébio Matoso. Parte deles dirigiu-se a avenida Francisco Morato.
Confronto no Rio
Mascarados entraram em confronto com policiais no final da manifestação dos professores municipais e estaduais ontem no Centro do Rio de Janeiro. Policiais chegaram a lançar bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo contra manifestantes.
Antes, milhares de pessoas caminharam, sem confusão, por quase um quilômetro da avenida Rio Branco. No começo da noite, os mascarados estouraram bombas caseiras e picharam a fachada da Câmara Municipal com frases contra o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e os organizadores da Copa do Mundo.
Alvos de ataques no protesto da semana passada, prédios comerciais, agências bancárias e lojas na região da Cinelândia instalaram proteções de madeira em suas fachadas.
O Povo

