Morre 2º Decurião do Grupo de Penitentes

Desde os 8 anos de idade ele fazia parte dos Penitentes (Foto: Arquivo Gilberto Temóteo)

Faleceu no início da noite deste domingo (6), no Hospital São Vicente de Paulo, em Barbalha, o Senhor Severino Antônio da Rocha. Ele era Penitente e pertencia ao grupo dos Penitentes “Irmãos da Cruz”, do sítio Cabeceiras. Com 88 anos, nasceu em 5 de agosto de 1925, e desde os 8 anos de idade fazia parte dos Penitentes.

Ele foi o 2º Decurião depois de um dos mestres da Cultura Popular mais conhecido no Brasil, Joaquim Mulato, já falecido. Seu Severino da Rocha ficou como Decurião do Grupo e, com a idade já avançada, adoeceu e se encontrava afastado. Ele faleceu nesta noite de domingo e deixa os moradores do sítio Cabeceira de luto.

Uma das últimas apresentações realizadas por seu Severino, aconteceu durante a realização de um documentário, com a participação do dramaturgo e escritor, Ariano Suassuna, que destacou a sua admiração pelo grupo. Disse que era a primeira vez que tinha visto um grupo tão cheio de fé e cultura popular. Para ele, uma riqueza e reconheceu ser um privilégio poder estar conhecendo o grupo. (Com informações de Gilberto Temóteo)

Saiba mais sobre o grupo

Formado por agricultores, os únicos em todo Brasil, eles vêm mantendo suas tradições seculares, que remontam a segunda metade do Século XIX. Atravessaram os tempos sem perder suas origens. Agora são cerca de 19 membros. Seu Severino era o Decurião e puxava o grupo há mais de 70 anos. Eles foram criados aqui no Cariri, pelo Frei Ibiapina. A tradição tem suas raízes no período medieval, nas práticas das irmandades flagelantes que vieram do Sul da Itália, nos Séculos XI e XII. Os penitentes de Barbalha já foram notícia nos grandes jornais do Pais, nas grandes emissoras de TV e até no exterior.

Diário do Nordeste Web

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  1. Descanse em paz vô, tenha certeza que seus netos mesmo distante sentiram muito. Além de mestre penitente foi um ótimo avô, ajudou muito na nossa educação e sempre mostrou o melhor caminho a seguir. Em todos os lugares que passou sempre levou a história dos penitentes, cantava os benditos e todos ficavam parados ouvindo as coisas lindas que ele cantava. Vai com Deus meu querido vô! Obrigado a todos pelas homenagens! Abraço!

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