
Diante de possíveis candidaturas tanto do senador Eunício Oliveira (PMDB) quanto do grupo político de Cid Gomes (sem partido) à sucessão do Estado, engrossa no PT o coro das lideranças que defendem um candidato petista para o Governo do Ceará. Antes apoiada apenas por segmentos isolados no partido, a tese da candidatura própria começa a ganhar novos aliados no PT – até como forma de evitar que petistas precisem se posicionar entre o líder do PMDB no Senado e o candidato do governador.
“Se o Cid apoia a Dilma, e o Eunício apoia a Dilma, porque temos que nos submeter a um dos dois? No caso dos dois saírem candidatos, não é interessante que o PT discuta um candidato próprio?”, disse ontem Elmano de Freitas (PT), durante o primeiro debate entre candidatos à presidência do PT em Fortaleza. Tese semelhante foi defendida pelo deputado federal Eudes Xavier.
Questionados sobre qual deveria ser a opção do PT no caso de candidaturas tanto de Eunício quando do grupo de Cid, Acrísio Sena (PT) e Guilherme Sampaio (PT) ponderaram sobre uma terceira via através de um candidato próprio petista.
Já Artur Bruno (PT), apesar de afirmar que “ainda é cedo” para avaliar quadro da sucessão do Estado, defendeu que a prioridade para 2014 é trabalhar na eleição de integrante do bloco de alianças do Governo Dilma.
Defensor da manutenção da aliança com Cid, o suplente de deputado Ilário Marques (PT) defendeu o direito do governador indicar seu sucessor, mas afirma que o PT não deve negar se isentar caso o nome ungido venha a ser do partido. “Como o Cid estará na base da Dilma e é o governador, eu defendo que ele comande todo o processo da eleição. Agora, nós não estaremos reivindicando apresentar um candidato próprio, mas também não vamos negar caso esse nome venha do partido”, diz.
O Povo

