Irmãos Novais esperam por Campos para definir futuro no PSB Ceará

Destituído da presidência do PSB de Fortaleza em 2011, Sérgio Novais pretende se reunir com Campos (foto) nesta semana (Foto: MARCELLO CASAL JR./ABR)

A reunião entre o governador e presidente do PSB no Ceará, Cid Gomes, com o governador de Pernambuco e presidente nacional do partido, Eduardo Campos, há uma semana, não foi o suficiente para abrandar o desentendimento entre os irmãos Novais e os Ferreira Gomes na seção estadual do partido. Pelo contrário, a posição de Cid diante da possível candidatura de Campos à presidência da República em 2014, piorou a situação, segundo o membro da Executiva Nacional do PSB, Sérgio Novais, que aguarda reunião com Campos para definir o futuro dentro da sigla.

Os irmãos Sérgio e Eliane Novais encabeçam o que se define como a “ala histórica” do PSB no Ceará e declaram apoio à candidatura de Campos. Em contrapartida, Cid tenta manter a aliança do PSB com o PT no Estado e estabelecer palanque para a reeleição de Dilma Rousseff (PT). “A candidatura de Campos no partido é um fato consumado. Já tivemos problemas em outros locais, mas no Ceará é onde está o imbróglio”, disse Sérgio.

Para ele, é incompatível que Cid insista em manter a relação com Dilma diante da quase certa candidatura de Eduardo Campos. O ex-presidente do partido no Estado criticou a afirmação de Cid de que tentará restabelecer a relação entre Dilma e Campos. “Está posto um grande mal-estar, uma desconfiança mútua. Estamos em situação delicada”, ressaltou Novais, que esteve reunido com a cúpula do partido, em Brasília, na última sexta-feira, mas ainda aguarda reunião com Campos para esta semana.

Mudanças
Apesar de Eliane e Sérgio já terem sinalizado para a possibilidade de saírem do partido e filiarem-se ao Rede, partido de Marina Silva, em fase de criação, ainda há a expectativa para eles de que seja Cid o membro a buscar outra filiação. “Por que eles não criam uma legenda para eles se é tão fácil criar uma no Brasil?”, disse Sérgio contra os irmãos Cid e Ciro Gomes.

Cid já manifestou que não pretende deixar o partido e é incisivo ao afirmar que manterá o apoio a Dilma. Nos bastidores, há articulações de Cid para reacomodar lideranças do PSB e de legendas como PRB e PMDB para outras siglas, com o objetivo de garantir um bloco de aliados, caso deixe o PSB em 2014.

Ao site G1, após o encontro com Cid, Campos afirmou que diferenças de posições são normais em todos os partidos e que a opinião de Cid Gomes em apoiar a aliança com o PT não afeta a união do PSB. Mesmo assim, para ser forte em estabelecer um palanque seja para Dilma, seja para Campos, a sigla no Ceará ainda precisa estruturar bem as relações internas.

O Povo

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