
“Se do lado de fora é esse abandono todo, imagina lá dentro como deve estar?”, indaga a vendedora ambulante, Rosa Martins. Ela foi uma das pessoas que notou o emendo improvisado na calçada do Cemitério Público da Parangaba, em Fortaleza. Pelo menos quatro estacas seguram o muro que pode cair a qualquer momento, reclamam pedestres que passam no local.
A reforma, no entanto, deve começar hoje, segundo promessa da gestão. O mecânico Alexsandro Franklin da Silva, se diz revoltado com a situação. As pessoas que moram na vizinhança escreveram a palavra “perigo” na parede para tentar evitar que pedestres passem perto do muro. Além desta mensagem improvisada, o local não apresenta qualquer sinalização ostensiva. “Notei há umas duas semanas, sempre passo por aqui para ir comprar peças”, conta o mecânico Alexsandro Franklin da Silva.
Descaso
Apesar da reportagem ter sido impedida de fotografar a parte interna do logradouro, não é preciso muito esforço para observar um aparente descaso. Vários são os jazigos interditados, quebrados. As ruas que deveriam servir de acesso estão todas bloqueadas, falta acessibilidade. Sobra sujeira, montes de entulhos, matos crescidos, até fezes e urinas que exalam um forte odor. Sobre a reclamação dos usuários, a Secretária Executiva Regional (SER) IV, informou que as providências em relação ao muro já foram tomadas. As estacas foram colocadas pela Regional IV como forma de prevenção de acidentes dos pedestres. “O material para a recuperação do muro já foi comprado, já foi colocado no espaço e a reforma começará sexta-feira”, afirma o titular da SER IV Airton Mourão.
As calçadas do cemitério e do anexo passarão por reformas. Quanto às covas, secretário explica que a Regional precisa de uma autorização dos familiares.
Diário do Nordeste

