
Foto: Georgia Santiago/O Povo
Com 100% dos recursos confiscados pela Justiça, o prefeito de Canindé, Cláudio Pessoa, denunciou nesta sexta-feira (16) as dificuldades que tem enfrentado na administração do Município. Segundo ele, o bloqueio dos recursos tira a autonomia da Prefeitura e acarreta na precarização de vários serviços, como transporte escolar, coleta de lixo, e o abastecimento de veículos do Município, cujos pagamentos estão em atraso.
Um dos advogados da Prefeitura, Marcos Macedo explica que a atual administração tem sido vítima de bloqueios judiciais provocados por dívidas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e de pagamentos de precatórios, herdadas de gestões anteriores.
De acordo com o jornal O Povo, inicialmente o Município teve 60% dos seus recursos bloqueados, para garantir o pagamento de servidores públicos. “E por último a Caixa Econômica venceu uma ação para que fossem pagos empréstimos consignados de servidores e a Justiça bloqueou 100% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)”, disse o advogado, acrescentando que esta é a única fonte de recursos de municípios pobres, que sobrevivem apenas com FPM.
Diante da situação, o prefeito chegou a afirmar que ser chefe do Executivo Municipal de Canindé é como ser a rainha Elizabeth na Inglaterra. “Só tem poder, mas não manda em nada”, ironizou, acrescentando que a situação é constrangedora.
Conforme Macedo, os bloqueios têm causado um colapso financeiro no Município. “Tem causado diversos atrasos como de folhas de pagamento e outras despesas. O prefeito explica que ainda cogitou recorrer à Justiça, mas a pouco mais de um mês de encerrar seu mandato, optou por não “criar mais problema”.

