
A manhã de protestos em Fortaleza terminou no Paço Municipal, sede da Prefeitura de Fortaleza, após caminhada pelo Centro de Fortaleza. Durante a manhã, funcionários do transporte público fecharam os terminais de ônibus, o que gerou congestionamento no trânsito da cidade. Oito pessoas continuam presas do 12º distrito, no Conjunto Ceará, envolvidas nas manifestações.
Ônibus foram depredados no terminal do Siqueira, 27 no total, e lojas sofreram ações de vandalismo durante o protesto. Houve correria e quebra-quebra. Placas foram derrubadas e lixeiras jogadas contra os painéis de informações.A polícia não identificou as pessoas que causaram danos. O dia foi de manifestações em várias cidades brasileiras convocadas por centrais sindicais para o Dia Nacional de Mobilização.
Os bancários fizeram ato na Praça do Carmo, no Centro da cidade e, em seguida, caminharam pela Rua Barão do Rio Branco até a Praça do Ferreira. Algumas lojas do Centro fecharam e o trânsito ficou complicado em bairros como Dionísio Torres e Aldeota. Eles reivindicam melhores condições de trabalho e redução da jornada para 40 horas sem redução de salário.
O presidente do sindicato dos empresários das empresas de transporte urbano, Dimas Barreira, classificou o ato nos terminais como “uma covardia contra a população brasileira”. “Não há nada que a gente não tenha atendido em pauta”, diz Barreira.
“Começou umas 5h30 e já estava tudo quebrado. Teve tiroteio onde os ônibus entravam e ainda atropelaram uma moça”, diz uma mulher que presenciou as ações de vandalismo. A polícia usou bala de borracha para dispersar a multidão que causava ações de destruição no terminal. “Jogaram pedra, tentaram virar um ônibus, a bagunça foi muito grande”, diz uma testemunha.
Após os conflitos, os terminais tiveram os portões reabertos, mas os ônibus não voltaram a circular, em protesto por parte dos motoristas. Os passageiros que estavam no local não tiveram como fazer uso dos transportes públicos. “Vamos ter que voltar para casa”, diz Régis Dias.
Os motoristas e cobradores saíram dos ônibus e ficaram sentados nas calçadas dos terminais, em protesto por melhores condições de trabalho. Os trabalhadores não quiseram falar com a imprensa.
G1 CE

