
O apagão também atingiu várias cidades do Interior do Estado, prejudicando, principalmente, o comércio. Em Crateús, a população ficou sem energia das 15h às 17h40, atrapalhando lojistas e escolas. Alguns estabelecimentos fecharam mais cedo em função da elevada temperatura. O calor ficou quase insuportável. O trânsito fluiu de forma regular, sem intercorrências, segundo a Guarda Civil Municipal. Já o sistema de telefonia celular entrou em pane, ficando instável.
No Cariri, o comércio também fechou as portas mais cedo, e o trânsito ficou extremamente tumultuado no fim da tarde de ontem. Em Juazeiro do Norte, a avenida mais movimentada da cidade, Padre Cícero, se tornou um caos às 16h, quando muitas pessoas saem do trabalho.
Lojas do Cariri Garden Shopping tiveram que fechar após às 15h, até por questões de segurança, conforme alega um dos funcionários do centro comercial. Os motoristas tiveram que ter paciência. Guardas do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) foram mobilizados para auxiliar no tráfego, mas, na maioria das ruas mais movimentadas, os condutores tiveram que usar da prudência, para evitar acidentes.
Segundo o funcionário de uma fábrica, em Crato, no instante em que houve o apagão, vários setores da empresa em que trabalha ficaram parados e os funcionários sem trabalhar. “De qualquer forma, isso representa prejuízos para todos”, diz ele.
Já o Vale do Jaguaribe ficou sem energia elétrica por volta das 15h30. No município de Russas, os alunos da rede pública foram liberados às 16h. Sem acesso aos sistemas de caixa, o comércio começou a baixar as portas por volta das 16h30. Às 17h, 90% dos estabelecimentos comerciais do Centro estavam fechados. Algumas padarias se mantiveram abertas, com a ajuda de velas, para conseguir atender aos clientes. O fornecimento de energia foi retomado às 18h.
Nas duas maiores cidades do Centro do Estado, Quixadá e Quixeramobim, o apagão não causou muitos transtornos. Apenas os lojistas reclamaram. Com uma hora sem energia e boatos do retorno da força elétrica somente por volta da meia-noite, a maioria resolveu baixar as portas mais cedo. Nas escolas, os estudantes agradeceram. Foram liberados das salas de aula. Os servidores das repartições públicas também.
Nos principais cruzamentos, os agentes de trânsito controlaram o tráfego nas duas cidades. Em Quixadá, alguns semáforos continuaram funcionando. Nas agências bancárias, também não houve problema. O blecaute terminou às 18h.
As outras cidades do Centro do Estado não apresentaram grandes dificuldades.
Aeroporto opera sem luzes e esteiras
Apesar de o Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, ter operado normalmente, os usuários tiveram seu conforto prejudicado, já que esteiras de bagagens, escadas rolantes e ar-condicionados ficaram sem funcionar durante o blecaute que atingiu estados da região Nordeste na tarde desta quarta-feira. Entretanto, não houve alterações de pousos e decolagens, de acordo com informações da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
Conforme a assessoria de comunicação do órgão, os geradores de energia foram acionados para que o problema não afetasse os sistemas. No entanto, com o intuito de não permitir que ocorresse uma sobrecarga apenas as operações de check-in, embarque e desembarque aconteceram normalmente. O saguão do terminal de passageiros também permaneceu apagado durante a falha no sistema.
Bagagens
Além disso, os passageiros que desembarcaram no aeroporto, durante a falha no sistema de energia, tiveram que esperar as bagagens às escuras. Ainda de segundo a Infraero. No início da noite de ontem, quando a energia elétrica já havia sido restabelecida na Capital cearense, o movimento no terminal de passageiros seguia calmo e dentro da normalidade.
Diário do Nordeste

