A sessão de ontem da Assembleia Legislativa, além do debate caloroso gerou também algumas situações, no mínimo, curiosas. Os deputados da Casa madrugaram para escolher o tempo em que cada um iria se pronunciar, e nos bastidores disseram até que o vice-líder do Governo, Augustinho Moreira (PV), havia dormido na Assembleia. Júlio César Filho (PTN), segundo comentário da deputada Silvana Oliveira (PMDB), ganhou a medalha de ouro por ter chegado às 3h30 na Casa.
Antônio Carlos (PT), que na época do projeto era líder do Governo e apresentou a matéria a seus pares, não fez nenhum pronunciamento a respeito do tema. Ainda que tenha chegado às 4h37, como disse na tribuna, não utilizou dos primeiros tempos de inscrição, falando somente no segundo expediente, não tratando do assunto. Agora que vem fazendo oposição ao Governo, achou melhor debate o projeto de estatuto de segurança bancária, proposto por ele para ser implantado no Estado.
Na semana passada, o deputado Osmar Baquit (PSD), protagonizou, junto com Delegado Cavalcante (PDT) e Perboyre Diógenes (PMDB), um debate sem qualquer interesse para a sociedade quando chegou a chamar o seu colega pedetista de “canalha”, “pilantra” e “deputadozinho”, insinuando que Cavalcante era ladrão e homossexual. Na sessão de ontem, porém, ele disse lamentar que alguns temas, como a aquisição de aeronaves pelo governador do Estado sem licitação, estivessem sendo colocadas em pauta, visto assuntos mais importantes para serem debatidos.
Tin Gomes (PHS) foi um dos deputados que tentou desqualificar o requerimento de Heitor Férrer, dizendo que o opositor tinha algo pessoal contra Cid “O que a bancada do Governo e o próprio governador precisa fazer é ir na Casa do Heitor e conversar com ele, porque o problema dele é pessoal.
Alguns servidores do Estado contrários ao projeto que discorre sobre as modificações na Previdência do Ceará lotaram as galerias da Casa, juntamente com policiais militares sub judice e fizeram muito barulho quando das falas dos deputados. Alguns deputados chegaram a pedir algumas vezes que o debate fosse respeitado. Carlomano Marques chegou a denominar a situação de “Torre de Babel”. “O deputado Heitor não está com as faculdades mentais boas”, disse o Augustinho Moreira, dizendo ainda que o opositor “tem um ciúme doido do governador”.
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