IGUATU: Prefeitura faz acordo com cooperativa e embargues são regularizados

A rua lateral ao Clube Recreativo Iguatuense (CRI) é um dos principais pontos de parada de topiqueiros que embarcam e desembarcam passageiros, entre os quais estudantes, todos os dias (FOTO: HONÓRIO BARBOSA/DIÁRIO DO NORDESTE)

Representantes da Cooperativa de Transportes Alternativos da Região Centro-Sul (Cooprecensul) e o prefeito de Iguatu, Aderilo Alcântara, firmaram acordo sobre o funcionamento de micro-ônibus e vans que fazem o transporte coletivo intermunicipal. Havia impasse em decorrência de lei municipal que determina que os veículos façam o embarque e desembarque de passageiros somente no próprio terminal rodoviário do município.

Na última sexta-feira, os proprietários de vans, num ato de protesto, decidiram sair do Terminal Rodoviário Municipal e passaram a fazer o embarque e desembarque de passageiros no Clube Recreativo Iguatuense (CRI), que fica no centro da cidade. A decisão, segundo o presidente da Cooprecensul, Valdenízio Costa, foi necessária porque a prefeitura não permite que pelo menos 25% da frota utilizem o estacionamento do clube como ponto de saída e chegada.

Multas

A aplicação de multas contra alguns veículos pela secretaria Municipal de Trânsito (Demutran), no dia anterior, revoltou a categoria. Costa queixou-se que há 90 dias buscava um acordo com a Prefeitura.

O prefeito reclamou do protesto e do desrespeito à lei municipal que regula o serviço de transporte coletivo. No início da tarde da última sexta-feira, uma reunião entre representantes da Cooprecensul e o prefeito de Iguatu, Aderilo Alcântara, suspendeu o manifesto dos cooperados e definiu um acordo.

A partir desta semana, todos os veículos de transporte de passageiros da cooperativa de linha intermunicipal fazem o embarque e desembarque no terminal rodoviário do Município. A prefeitura vai definir pontos de parada que facilitem o acesso de passageiros a instituições públicas e de serviços privados.

Prefeitura e cooperados destacaram de maneira positiva o entendimento. “Há uma lei municipal que precisa ser respeitada e também o nosso objetivo é facilitar o deslocamento dos passageiros que chegam a Iguatu”, destacou o prefeito.

Sem a presença dos microônibus e vans, o movimento na rodoviária caiu cerca de 90%, segundo os donos de lanchonetes, mototaxistas e taxistas no entorno do lugar.

Diário do Nordeste

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