Volume de chuva para o 2º semestre de 2013 será ‘insignificante’, afirma Funceme

Segundo Funceme, índices pluviométricos serão quase nulos até novembro. (FOTO: Kelly Freitas/Diário do Nordeste)

A média do volume de precipitação da quadra chuvosa, meses em que a intensidade de chuvas é maior no Ceará, foi 37,7% abaixo da média histórica, em 2013, e a previsão para o 2º semestre é que a situação piore ainda mais, segundo a Fundação Cearense de Metereologia e Recursos Hídricos (Funceme). Isso se deve ao histórico de chuvas para o período, quando costuma ser registrado volume abaixo de 5 mm. Essa característica do clima no Estado já pode ser constatada nos primeiros 5 dias de agosto em que, até o momento, não foram registrados índices pluviométricos significativos em território cearense.

A ausência de chuvas se deve a ausência de fenômenos indutores de precipitações, segundo Raul Fritz, metereologista da Funceme. “Diferentemente dos primeiros meses do ano, em que as condições atmosféricas e oceânicas são favoráveis, a partir de agosto temos chuvas mais pontuais”, explica. Ainda de acordo com o metereologista, tais chuvas pontuais são provocadas pelas Ondas de Leste, fenômeno que causa precipitações entre a Bahia e o Rio Grande do Norte, se findando ainda no mês de agosto.

Raul Fritz caracteriza o ano de 2013 como crítico em relação à chuvas. “Apesar dos registro de pós-estação terem sido acima do normal, fechamos o período chuvoso no Ceará (de janeiro a julho) com 34,8% da média histórica para o período”, afirma. Isso significa que nos primeiros 6 meses deste ano choveu 570,4 mm, bem abaixo do esperado, que era de 874,3 mm. Em 2012, a Funceme registrou índice pluviométrico de apenas 0,3 mm no mês de agosto. Já em setembro, o índice foi quase nulo (0,1 mm) e em outubro foi resgistrado o mesmo volume de agosto (0,3).

Abastecimento comprometido

Segundo relatório produzido pela Comissão Especial da Assembleia Legislativa para acompanhar a Problemática da Estiagem, 10 municípios cearenses estavam em colapso no abastecimento de água em junho deste ano. O relatório ainda informa que outras 11 cidades deverão ter o abastecimento comprometido até setembro de 2013. Além delas, 16 cidades foram classificadas em estado de “alerta”.

Este é o 3º ano consecutivo em que não é registrado chuvas significantes no Ceará, principalmente no Açude Castanhão, responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza, que atualmente conta com apenas 50,44% de sua capacidade total de armazenamento.

Diário do Nordeste Online

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