Quadrilha fraudava contratos de saneamento no Ceará e mais três estados

 

Uma investigação do Ministério Público de São Paulo deflagrada na última segunda-feira (12), comfirmou um esquema de corrupção, em que uma quadrilha de empresas de saneamento básico direcionava as vencedoras de licitações. A Operação Águas Claras tinha como alvo inicial o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba (Saae), mas no decorrer das investigações foi constatado que o grupo agia também no Ceará, Rio Grande do Sul, Piauí e no Distrito Federal. De acordo com O Povo, na operação devem ser cumpridos 18 mandados de prisão temporária e outros 25 mandados de busca e apreensão.

 

Segundo o MP, os preços eram superfaturados nos locais onde a quadrilha conseguia direcionar os contratos em favor dos seus membros. Quem arcava com os custos eram os consumidores. Onde o bando fracassava, as licitações assinadas tinham sensíveis reduções de valores.

 

De acordo com o Ministério Público, a quadrilha se organizava em torno da “Associação Brasil Medição”, com sede em São Paulo. A associação na verdade, ocultava reuniões secretas em que os negócios escusos do bando eram combinados. Diversos crimes foram apurados no órgão de Sorocaba, como fraude em licitações, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha.

 

Foi descoberto que representantes das empresas envolvidas combinavam os termos de editais de licitações e decidiam quais venceriam determinados certames, em regiões que também eram loteadas entre elas, tirando assim qualquer possibilidade de competição, já que quem não integrasse a associação estava impedido de concorrer.

 

Segundo a denúncia do Ministério Publico de São Paulo, a quadrilha proporcionava o aumento nas contas dos consumidores em todos os estados onde atuava.

 

No Distrito Federal, três empresas mancomunadas garantiram a vitória da Allsan em um processo de licitação da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal, em junho de 2011. Os investigadores descobriram a mesma prática nas companhias de água e esgoto do Piauí (Agespisa) e do Ceará (Cagece). Nos dois casos, a prorrogação do contratado, em favor da Allsan, ocorreu com fraude.

 

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