
“Nenhuma administração pública tem condições de resolver todos os problemas de uma cidade. A população tem que colaborar”. A frase é do professor Hermano Carvalho, doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional e que falou, ontem, sobre Cidades Inteligentes, na abertura da 5ª Conferência Internacional sobre FIB, em Fortaleza, informa o jornal O Povo.
Para Carvalho, o conceito de “cidade inteligente” não passa pela tecnologia, mas pela opinião do cidadão sobre a sua vida na cidade, pela sociabilidade, economia, lazer, meio-ambiente e cultura. “Depois, de ouvi-lo é que são apresentadas as soluções”.
Carvalho, que é coordenador do Laboratório de Administração Pública da UECE, diz que a universidade escolheu três cidades cearenses – Mauriti, Maranguape e Barbalha – para desenvolver este projeto-piloto sobre cidades inteligentes, mas que, hoje, Mauriti é a que encontra melhores condições de desenvolver o projeto.
“Estamos querendo criar uma metodologia que possa ser replicada em outras cidades”, diz. Lá, buscam levantar junto a população seis tipos de informações:sobre economia, governança, mobilidade, capital humano (potencialidades), sociabilidade e modo de vida. Com as respostas, vamos apresentar dia 23/11 o resultado e em janeiro teremos uma ideia das soluções que devem ser implantadas em Mauriti”, afirma Carvalho.

