
Uma tentativa de assalto a banco parou o Centro de Cascavel, no início da manhã de ontem, na Região Metropolitana de Fortaleza. Comércios e restaurantes cerraram as portas enquanto dois criminosos tentavam assaltar a agência do Banco do Brasil, mantendo o gerente do estabelecimento sob a mira de uma pistola.
Perto dali, no distrito de Guanacés, esposa e os dois filhos do gerente – um bebê de sete meses e um garoto de cinco anos – eram mantidos reféns pelo restante do grupo numa cabana abandonada, em Guanacés. No banco, os criminosos fizeram cerca de 15 funcionários reféns.
A ação criminosa, contudo, foi impedida pela Polícia. Dois acusados foram presos. Os reféns foram liberados sem ferimentos. Eles estavam sendo vigiados por outros três homens, que conseguiram fugir.
De acordo com a delegada da cidade, Rosa de Fátima, a ação começou por volta das 4h30min, quando a família do gerente foi rendida dentro de casa, na cidade de Pacajus, vizinha de Cascavel. Pela manhã, em torno das 9h30min, dois homens seguiram com o gerente até o banco, para realizar o roubo. A agência fica a poucos metros da delegacia. Ao mesmo tempo, esposa e os filhos da vítima foram levados para o cativeiro.
A ação, contudo, foi comunicada por moradores à delegada. “Recebi um telefonema informando que havia algo estranho acontecendo no banco. Fui averiguar e percebi que os funcionários estavam todos sentados, estáticos. Esvaziei a entrada e acionei a Polícia Militar”, contou Fátima.
Em seguida, conforme a delegada, a PM cercou a agência e ordenou a rendição da dupla, que exigiu a presença da imprensa, de um juiz de Direito e de um promotor. Os bandidos teriam usado o celular do gerente para negociar com homens do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). Após cerca de 40 minutos, a quadrilha se rendeu. A dupla presa foi levada à Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). Três homens que estavam em um carro parado atrás do banco chegaram a ser detidos. Eles foram ouvidos e liberados, segundo o delegado Romério Almeida, titular da DRF.
Ameaças
De acordo com o cabo da PM Luiz Sousa, ao saber que a ação havia sido frustrada, o grupo que estava no cativeiro ameaçou matar as vítimas, caso os comparsas não fossem libertados. O trio, porém, abandonou os reféns e fugiu. Buscas foram realizadas pelas redondezas, com o apoio de uma aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), mas os acusados não foram presos.
O Povo

