
Impressionado com as recentes declarações do ex-deputado federal, Ciro Gomes, que em entrevista afirmou que existe uma milícia na Polícia Militar, e que essa seria comandada pelo vereador Wagner Sousa (PR), o deputado Roberto Mesquita (PV), sugeriu que a Assembleia Legislativa instaurasse uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.
Ele ressaltou que a violência tem aumentado no Estado e que o Governo não tem conseguido diminuir o avanço dos casos e que por isso seria necessário fiscalizar as denúncias de Ciro Gomes, chamando o comando da Polícia Militar, assim como o secretário de Segurança Pública, Francisco Bezerra, para se pronunciar a respeito do tema violência.
Segundo Ciro Gomes denunciou, existe dentro da Polícia Militar, uma milícia atuando em afinidade com o narcotráfico “e com bandidos”. Há, inclusive, conforme disse, listas de pessoas “assaltáveis” para causar comoção na cidade.
“Estamos achando um a um dessa milícia e vamos cortar a cabeça dessa cobra”, acusou Ciro Gomes que ainda emendou. “O chefe da milícia é esse Wagner. Esse vereador picareta”, disparou ele, contra o vereador Wagner Sousa, que tem atuado como um dos principais opositores de Cid Gomes.
Questionado sobre uma possível paralisação da Polícia Militar, Ciro foi enfático: “cabeças rolarão”.
Câmara de Fortaleza
Vereador Eulógio Neto (PSC) pediu à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Fortaleza que “convoque” o ex-deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes (PSB) para vir ao plenário esclarecer as denúncias contra o vereador Capitão Wagner (PR), de que o republicano seria “chefe de milícia” que supostamente existe dentro da Polícia Militar.
Sobre o caso, os vereadores João Alfredo (PSOL-CE) e Guilherme Sampaio (PT-CE) também se manifestaram e pediram investigação sobre o caso, de forma que o Capitão Wágner tenha direito a ampla defesa.
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