
A mineira Francisca de Paula de Jesus ou Nhá Chica, beatificada na tarde deste sábado (4), em Baependi, sul de Minas, passa a compor numa lista ainda restrita de apenas cinco santos e 80 beatos brasileiros reconhecidos pela Igreja Católica. Desse total, 37 nasceram no País e 48 são estrangeiros que viveram aqui.
Cerca de 60 outros candidatos estão em processo de beatificação e canonização, com boa chance de merecer em breve a veneração dos fiéis nos altares. O único brasileiro nato canonizado é Frei Antônio de Sant´ Anna Galvão, paulista de Guaratinguetá, proclamado santo por Bento XVI, ainda em 2007.
Processo rápido
O processo de beatificação de Nhá Chica correu relativamente rápido. Começou em janeiro de 1992, dois anos após o então bispo de Campanha (MG), d. Aloísio Oppermann haver submetido a causa à apreciação do episcopado brasileiro. Desde 1952 vinha sendo feita uma campanha popular para que Nhá Chica fosse considerada santa.
Em janeiro de 2011, Bento XVI aprovou o decreto da Congregação para as Causas dos Santos sobre as virtudes heroicas e ela recebeu o título de venerável. Em outubro do mesmo ano, foi reconhecida como milagre para a beatificação a cura da professora Ana Lúcia Meirelles Leite, que tinha um defeito congênito no coração. Marcada para 11 de maio, a cerimônia foi antecipada para este sábado.
A agraciada com o milagre
Aos 67 anos, a professora beneficiada pelo milagre obtido pela nova beata mora na cidade de Caxambu, a 6 quilômetros de Baependi, onde será realizada a cerimônia. Ela foi vítima de isquemia cerebral em 18 de junho de 1995, quando estava passando um pano no chão da casa e, de repente, ficou cega.
Foi tateando para o quarto, deitou-se na cama e mandou chamar o marido. Quando conseguiu se levantar, percebeu que estava enxergando e logo atribuiu a melhora a Nhá Chica, a quem tinha recorrido.
Diário do Nordeste

