
Cerca de quatro horas depois de encontrar o corpo de uma adolescente jogada no lixão com os pés amarrados e a parte superior envolto em um saco, a Polícia Militar do município de Iguatu – onde o delito aconteceu – prendeu o acusado de praticar o crime com requintes de crueldade.
O namorado da vítima, Yaslan Moreira da Silva, 20 anos, era o principal suspeito de ter assassinado a jovem Keilla Cibely Queiroz David, 17. As investigações preliminares levaram até a identidade do acusado que se entregou a policia e contou detalhes de como teria assassinado sua então companheira.
“Fui busca-la na casa dela por volta de 1 hora do sábado e fomos para casa da minha tia [situada no bairro Vila Centenária]. Depois tivemos uma discussão, eu a empurrei e ela caiu no chão já desmaiada. Fiquei nervoso, e fui até o quintal, peguei um martelo e dei alguns golpes na cabeça dela, acho que dois, não tenho certeza”, descreve com frieza o técnico em refrigeração.
O Comandante do Ronda do Quarteirão da Região Centro-Sul, Tenente Arquênio, que esteve a frente do caso desde quando o cadáver foi encontrado, disse que, em nenhum momento, Yaslan demonstrou arrependimento ou qualquer tipo de sentimento. “Ele conversou comigo e com o Delegado Dr. Agenor e explicou tudo, passo a passo, com a maior calma. A frieza nos chamou bastante atenção”.
Considerado pelos militares um jovem frio e calculista, Yaslan explica que após assassinar sua namorada, com quem tem um filho de nove meses, colocou o corpo enrolado em dois sacos e a levou até o lixão na garupa de sua motocicleta, em um trajeto de aproximadamente sete quilômetros.
“Eram quase três da madrugada, as ruas estavam desertas, por isso ninguém deve ter notado o corpo dela na moto. Já não sabia mais o que estava fazendo, apenas cheguei no lixão e a joguei”, narra o acusado que finaliza o depoimento dizendo, “acabei com minha vida”.
Agência Miséria

