Segundo turno do DF tem vantagem da direita sobre a esquerda

Assim como na disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a eleição para o governo do Distrito Federal (GDF) tem sido marcada pela polarização entre direita e esquerda. De um lado, a governadora Celina Leão (PP), que ficou a apenas 168 votos da vitória no primeiro turno, tenta manter a vantagem até 25 de outubro, data em que ocorre a votação em segundo turno.

Do outro lado, Leandro Grass (PT) busca mobilizar o eleitorado para reverter o cenário e conquistar o comando do Palácio do Buriti. Celina Leão chega ao segundo turno apoiada por uma ampla aliança partidária, que reúne PP, Republicanos, MDB, Podemos, PL e outras siglas.

Durante a campanha, a governadora contou com a presença de lideranças como Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), eleitas senadoras. Agora, a estratégia da campanha é transformar essa rede de apoios em mobilização eleitoral e reforçar a identificação da candidata com o número 11, do PP.

A questão sobre o número surgiu depois de 26.603 eleitores digitarem 22, número do PL, para governador no Distrito Federal e terem o voto anulado no último domingo (4). Celina atribui parte do episódio à presença frequente ao lado de Michelle e Bia durante o primeiro turno.