O governador Daniel Vilela (MDB) foi reeleito ao cargo, neste domingo (4), no primeiro turno das eleições 2026. Com 100% das seções eleitorais totalizadas, Vilela registrou 59,17% dos votos válidos (2.148.218 votos), superando a marca necessária de 50% mais um dos votos válidos para confirmar a reeleição logo no primeiro turno.
O segundo colocado no pleito foi Wilder Morais (PL), com 21,96% (797.141 votos). Os demais candidatos receberam a seguinte votação:
- Luis Cesar Bueno (PT): 9,82% (356.692 votos);
- Marconi Perillo (PSDB): 8,69% (315.676 votos);
- Luciana Amorim (UP): 0,32% (11.632 votos);
- Danilo Pinheiro Evangelista da Silva (PCO): 0,03% (1.217 votos).
Eleição em Goiás marca sucessão para gestão Caiado
A eleição para o governo de Goiás foi marcada pela disputa em torno da sucessão de Ronaldo Caiado (PSD), que deixou o cargo no fim de março para disputar a Presidência da República. Com a saída de Caiado, o então vice-governador Daniel Vilela assumiu o Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano, e passou a concorrer à reeleição.
A mudança colocou Vilela no centro da disputa e transformou a eleição estadual também em uma espécie de avaliação da continuidade do grupo político que comandou Goiás nos últimos anos. A candidatura de Vilela foi construída sobre a continuidade da administração de Caiado.
Durante a campanha, o governador procurou apresentar-se como sucessor do projeto iniciado pelo antecessor, enquanto os adversários tentaram estabelecer diferenças entre as duas administrações e questionar os resultados da gestão. A estratégia colocou a administração pública anterior e o período de transição no centro do debate eleitoral.
Os perfis de candidatos na eleição goiana
Do outro lado, a disputa reuniu dois nomes com trajetórias distintas na política goiana: o senador Wilder Morais e o ex-governador Marconi Perillo. Wilder entrou na corrida como o principal representante do campo bolsonarista no estado. A candidatura do senador também esteve alinhada à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, enquanto o candidato do PT, Luis Cesar Bueno, fez campanha vinculada à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva.
Wilder procurou combinar a identificação com o eleitorado conservador com uma campanha de caráter regional. O senador participou de atos ao lado de lideranças nacionais do PL e buscou se apresentar como alternativa à continuidade do grupo de Caiado e Vilela. Na reta final, Flávio Bolsonaro esteve em Goiânia para um ato de campanha ao lado de Wilder, reforçando a associação entre as duas candidaturas.
Perillo, por sua vez, voltou a disputar o governo estadual depois de ter comandado Goiás por quatro mandatos. O tucano buscou transformar a experiência acumulada nos governos anteriores em uma das principais marcas de sua campanha.
Ao mesmo tempo, adotou uma postura de oposição à atual administração estadual e procurou recuperar espaço político em um cenário no qual o MDB de Daniel Vilela havia se tornado uma das principais forças do estado. A presença de Marconi acrescentou uma dimensão histórica à eleição.
O ex-governador havia protagonizado disputas pelo Palácio das Esmeraldas em diferentes períodos e voltou ao cargo de candidato em uma eleição na qual também estavam em jogo as forças políticas que se consolidaram em Goiás depois de sua saída do governo.
A disputa entre Marconi e Wilder também ganhou contornos próprios. Os dois candidatos buscavam espaço no campo oposicionista, mas adotaram estratégias diferentes.
Wilder tinha o apoio formal do PL e a associação direta com Flávio Bolsonaro. Marconi tentou ampliar seu eleitorado para além do campo tradicional do PSDB e, ao longo da campanha, houve movimentos de aproximação com setores da direita.



