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Em pouco mais de três semanas, a cidade teve homicídios e mortes em confrontos com a Brigada Militar. Agora, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa investiga as circunstâncias dos casos e busca esclarecer se há alguma relação entre eles.
A delegada Graziela Zinelli, titular da especializada, conversou com a reportagem do Balanço Geral RS sobre a linha do tempo das ocorrências e o andamento das investigações.
O caso mais recente
Um jovem de 18 anos morreu após confronto com policiais militares durante uma operação de combate ao tráfico de drogas, na noite de segunda-feira (21), por volta das 21h30, na Rua 25 de Março, no bairro Rio Branco, de Canoas.
Segundo a Brigada Militar, os policiais realizavam a operação quando alguns suspeitos tentaram fugir por diferentes caminhos. Um deles teria subido em um telhado e apontado uma pistola contra um dos policiais, o que terminou em troca de tiros. Logo depois, o homem teria apontado novamente a arma em direção à guarnição, que reagiu com disparos. O jovem foi socorrido e encaminhado ao Hospital Nossa Senhora das Graças, mas não resistiu aos ferimentos.
Ele foi identificado como Rian Rosa da Cunha. Uma pistola calibre 9 milímetros e 16 cartuchos intactos foram apreendidos. Nenhum policial ficou ferido. O caso foi registrado e será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Canoas.
Linha do tempo da violência
A onda de violência começou nos últimos dias de agosto. No dia 30, um homem de 21 anos foi morto no bairro Mato Grande, próximo ao Hipermercado Stock, e um adolescente de 16 anos foi assassinado no bairro Niterói. No dia seguinte, 31 de agosto, um homem de 24 anos foi morto no Rio Branco, na Avenida Irineu Carvalho Braga.
Em setembro, no dia 13, um homem de 42 anos foi baleado também na Av. Irineu Carvalho Braga, no bairro Rio Branco; dois dias depois, no dia 15, outro homem morreu, em confronto com a Brigada Militar, na Av. 17 de abril, bairro Guajuviras; e no dia 21 de setembro, um homem foi morto em confronto com a Brigada Militar, na Rua 25 de março, mais uma vez no bairro Rio Branco.
Agora, a expectativa se volta para a Delegacia de Homicídios, que segue apurando as circunstâncias dos casos e eventuais conexões entre os crimes.

