A Polícia Federal deflagrou a Operação Laudo Cego em 22 de setembro de 2026, combatendo um grupo criminoso que emitia laudos médicos falsos e criava vínculos fictícios para obter benefícios previdenciários, resultando em 172 benefícios fraudulentos e um prejuízo de R$ 6,57 milhões aos cofres públicos. A operação inclui 39 mandados de busca e apreensão em diversas cidades do Maranhão e em outros estados.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 22, a Operação Laudo Cego, que mira um grupo criminoso que emitia laudos médicos falsos e criava vínculos empregatícios fictícios para ter acesso a benefícios previdenciários.
De acordo com as investigações, foram identificados pelo menos 172 benefícios fraudulentos. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 6,57 milhões.
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Agentes da PF cumprem 39 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Pinheiro, Santa Helena, Palmeirândia, Presidente Sarney, Presidente Juscelino e Brejo, todos no Maranhão, e também em Santa Rosa (RS), Cotia (SP), Parauapebas (PA), Parnaíba (PI) e Ubajara (CE).
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A ação faz parte da Força-Tarefa Previdenciária e conta com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social do Ministério da Previdência Social.
Também foram determinadas medidas como a quebra de sigilos bancário e fiscal dos suspeitos, proibição de contato entre os investigados e bloqueio de bens e valores com o objetivo de assegurar eventual ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos.
Operação Laudo Cego
A Operação Laudo Cego é um desdobramento da Operação Camisaria. As investigações começaram a partir da identificação de indícios de um esquema voltado à concessão indevida de benefícios previdenciários.
Ainda segundo a PF, o grupo criminoso tinha servidores públicos, profissionais da saúde, contadores, empresários e intermediários. Além da emissão de laudos médicos falsos, houve inserção de informações fraudulentas nos sistemas previdenciários, recrutamento de beneficiários e movimentação dos valores obtidos ilicitamente.
De acordo com a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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