O jornalista e escritor Zuenir Ventura, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), morreu nesta terça-feira, 22, aos 95 anos. Ele estava em casa, no Rio de Janeiro, e morreu em decorrência de uma pneumonia.
A ABL confirmou a morte. O escritor será velado nesta quarta-feira, 23, na sede da instituição, e enterrado no mausoléu dos imortais. Zuenir deixa a mulher, a jornalista Mary Akiersztein, os filhos Elisa e Mauro e os netos Alice e Eric.
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Zuenir ocupava desde 2015 a cadeira que havia pertencido a Ariano Suassuna. Ao longo da carreira, conciliou o jornalismo com a produção de livros-reportagem, crônicas e ficção.
Obras e trajetória de Zuenir Ventura
Entre seus trabalhos mais conhecidos estão 1968 — O Ano que Não Terminou e Cidade Partida, escrito a partir da experiência do jornalista em Vigário Geral, no Rio de Janeiro.
Também acompanhou o caso de Chico Mendes e produziu a série O Acre de Chico Mendes, publicada no Jornal do Brasil. O trabalho recebeu os prêmios Esso e Vladimir Herzog em 1989.
Em 2005, lançou Minhas Histórias dos Outros, com relatos sobre personalidades como Glauber Rocha, Betinho e Carlos Drummond de Andrade. Em 2012, publicou o romance Sagrada Família.
Zuenir Carlos Ventura nasceu em 1º de junho de 1931, em Além Paraíba, em Minas Gerais. Estudou letras neolatinas na atual Universidade Federal do Rio de Janeiro e também atuou como professor.
Começou a carreira na Tribuna da Imprensa e passou por veículos como Correio da Manhã, Jornal do Brasil, Cruzeiro, Visão, Veja e IstoÉ. Também foi colunista do jornal O Globo.

