Dino interrompe julgamento de desapropriação que pode custar R$ 2,1 bi ao governo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu um julgamento sobre uma desapropriação de terras no Amapá que tramita há mais de 40 anos e cujo impacto financeiro pode chegar a R$ 2,1 bilhões, segundo estimativa da Advocacia-Geral da União (AGU). O pedido de vista ocorreu cerca de meia hora após a abertura da sessão virtual, nesta sexta-feira (14).

O recurso discute se a necessidade de comprovação de perda de renda para o recebimento de juros compensatórios, instituída em 1999, é aplicável ao caso, que iniciou em 1983. Os juros são de 6% ao ano e servem para compensar o proprietário pela perda antecipada da posse, mas não são devidos quando não há comprovação de prejuízo econômico decorrente da desapropriação.

Zanin entendeu que as empresas Agro Industrial do Amapá e Brumasa Madeiras não têm direito aos juros e julgou favoravelmente ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).