Novo filtro exige que recursos ao STJ tenham relevância

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deixará de analisar parte dos recursos que chegam à Corte com a entrada em vigor do chamado filtro de relevância. A medida exigirá que quem apresentar um recurso ao STJ demonstre não apenas a existência de violação à legislação federal, mas também que a controvérsia tem relevância capaz de justificar a atuação do tribunal.

A lei, aprovada no Congresso, foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na terça-feira (4). Trata-se da regulamentação de uma emenda à Constituição promulgada em 2022.

Inspirado na repercussão geral do Supremo Tribunal Federal (STF), o mecanismo pretende reduzir o volume de processos julgados pelo STJ e concentrar sua atuação em controvérsias com maior impacto para a interpretação da legislação federal. 

Analistas ouvidos pela Gazeta do Povo afirmam que o novo filtro tende a aproximar o STJ de seu papel como Corte de precedentes e a reduzir o volume de processos julgados, embora parte deles veja riscos de restrição ao acesso ao tribunal.