Bolsonaro obtém autorização para funcionário da Claro ir em casa

• Defesa do ex-presidente solicitou a visita do prestador de serviços;

• Profissional terá de se submeter a uma vistoria;

• Advogados precisam avisar em até 48 h

Nesta quarta-feira, 5, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou um funcionário da Claro a entrar na casa de Jair Bolsonaro.

A defesa do ex-presidente solicitou a visita do prestador de serviços, em virtude de problemas na internet residencial do imóvel.

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Na decisão, o magistrado observou que os advogados precisam informar, ao STF, data e horário da execução do trabalho com 48 horas de antecedência.

Além disso, Moraes fixou algumas condições.

“Para a pessoa autorizada pela presente decisão também deverá ser realizada vistoria prévia, sendo que celulares ou quaisquer outros aparelhos eletrônicos, que não tenham relação com o serviço técnico a ser prestado, deverão ficar em depósito com os agentes policiais que estiverem realizando a segurança”, determinou o juiz do STF.

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Mais cedo, Luíza Cunha, filha de Clezão, pediu a Moraes para visitar Bolsonaro.

Clezão era o apelido do empresário Cleriston da Cunha, preso do 8 de janeiro que morreu durante o cárcere.

De acordo com a petição enviada ao STF, a defesa de Luiza afirmou que o falecimento do pai deixou marcas profundas na jovem, “resultando em um processo de luto complexo e de difícil assimilação emocional”.

“Considerando que o Sr. Jair Messias Bolsonaro encontra-se cumprindo pena no momento por meio de prisão domiciliar, com regras estipuladas por essa Corte Supremo, sujeitando-se ao regime formal de visitação e fiscalização, a Requerente comparece perante Vossa Excelência para pleitear autorização judicial extraordinária para a realização de um único encontro presencial de caráter estritamente consolatório”, informa trecho do pedido.

Leia também: “O martírio de Bolsonaro”, reportagem publicada na Edição 314 da Revista Oeste

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