Luiz Inácio Lula da Silva infringiu a legislação eleitoral ao solicitar votos para si e para correligionários durante a convenção do PT em Salvador, no dia 1º de agosto de 2026, antes do período permitido pela Justiça, que começa em 16 de agosto. Durante o evento, Lula fez apelos diretos à militância, lembrando suas vitórias anteriores e pedindo apoio para sua reeleição.
Luiz Inácio Lula da Silva atropelou a legislação eleitoral ao pedir votos para si próprio e para correligionários na convenção do PT em Salvador neste sábado, 1º. O presidente disparou pedidos diretos antes do período permitido pela Justiça e dirigiu apelos incomuns à militância. “Se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança”, declarou o petista durante o evento.
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A lei proíbe qualquer pedido explícito de voto antes do dia 16 de agosto. As convenções servem apenas para oficializar nomes e coligações. Lula ignorou a restrição e cobrou o apoio dos eleitores baianos ao longo de toda a cerimônia. “Pelo amor de Deus, depois de falar do Jerônimo, depois de falar do Wagner, lembrem-se que tem o Lula lá em São Paulo esperando um voto de vocês”, declarou o presidente.
O petista citou suas três vitórias anteriores e exigiu uma nova recondução ao cargo. “Estou pedindo para vocês não se cansarem de votar”, disse. “Me elejam pela quarta vez para a gente poder fazer esse país definitivamente dar certo”.
Defesa de aliado mirado pela Polícia Federal
O chefe do Executivo aproveitou a viagem a Salvador para afagar o senador Jaques Wagner. O Supremo Tribunal Federal (STF) retirou o sigilo das investigações da Polícia Federal contra o parlamentar dois dias antes do encontro. A corporação aponta que o ex-líder do governo usou o cargo para atuar em favor de controladores do extinto Banco Master.
Lula chamou o aliado de “querido” e cobrou sua recondução ao Congresso. “Eu preciso de dois votos, nesse galego e nesse companheiro aqui”, disse o petista, apontando para Wagner e para o ex-ministro Rui Costa, respectivamente. O presidente atacou os adversários políticos e declarou que a atual composição do Senado “está em um nível baixo muito grande”, mas omitiu o envolvimento do colega de partido no escândalo financeiro.

