Ação dos EUA contra regime cubano e seus aliados pressiona Lula

A escalada da pressão dos Estados Unidos sobre ditaduras e terroristas de esquerda na América Latina deve impactar o Brasil. A ofensiva tocada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, prioriza Cuba, Nicarágua e Venezuela, mas também relembra ligações do regime cubano com grupos guerrilheiros.

Em reunião Washington semana passada com representantes de dezenas de países, Rubio disse que o terrorismo de extrema-esquerda foi ignorado há décadas pelas democracias ocidentais. Ele ainda divulgou relatório que resgata apoio de Cuba a várias organizações armadas, inclusive no Brasil.

“Por muito tempo, nossa doutrina antiterrorista teve um ponto cego no que se refere à violência extremista da esquerda”, declarou Rubio. Segundo ele, a ideia de que o terrorismo de extrema-esquerda represente uma ameaça costuma ser tratada como “delírio da direita” ou “conspiração fascista”.

Apesar de a referência ao país ser histórica e não representar acusação de atuação atual de guerrilhas, ela recoloca em evidência vínculos mantidos por parte da esquerda brasileira com o regime cubano. A revelação coincide com a piora das relações diplomáticas entre Brasília e Washington.