TSE nega participação de venezuelanos em fornecimento de urnas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou, nesta quarta-feira, 22, que a empresa venezuelana Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas nem softwares para as eleições no Brasil, em resposta a declarações do senador Flávio Bolsonaro, que, na segunda 21 afirmou que parte dos equipamentos era da empresa durante um evento com diplomatas. O TSE destacou que as urnas foram desenvolvidas e fabricadas por técnicos da Justiça Eleitoral e empresas selecionadas em licitações.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) voltou a afirmar nesta quarta-feira, 22, que a empresa venezuelana Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas nem softwares utilizados nas eleições brasileiras. A manifestação ocorreu depois de o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmar, em evento com diplomatas, que parte dos equipamentos utilizados no país seria da empresa.

A declaração foi feita nesta segunda-feira, 21, durante o evento Debating Brazil, promovido pelo The Brazilian Report e pela Novo Selo Comunicação. O TSE recuperou um comunicado publicado em 2020 na página Fato ou Boato, no qual já havia negado a participação da Smartmatic no fornecimento ou na programação das urnas.

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TSE diz que empresa perdeu licitação

Segundo o tribunal, o projeto das urnas brasileiras foi desenvolvido por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral, enquanto a fabricação ficou sob coordenação direta do TSE e foi realizada por empresas selecionadas por meio de licitações públicas.

A Smartmatic, de acordo com o TSE, firmou contratos apenas para a prestação de serviços de conexão de dados e voz. A empresa chegou a participar de uma licitação para a fabricação de urnas destinadas às eleições de 2020, mas perdeu a disputa para a Positivo.

Leia também: “O cerco às urnas”, reportagem publicada na Edição 331 da Revista Oeste

Na reunião com diplomatas, Flávio Bolsonaro também citou um documento desclassificado da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) sobre denúncias de fraude em eleições na Venezuela. O relatório, contudo, não concluiu que houve fraude no país entre 2004 e 2020.

A fala provocou críticas e reacendeu a disputa política em torno da confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. A coordenação da campanha de Flávio afirmou que o pré-candidato não questionou a integridade das urnas e se limitou a relatar fatos públicos.

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