A Justiça dos Estados Unidos agendou para 1º de junho de 2027 o início do julgamento de Nicolás Maduro, ex-ditador da Venezuela, e sua mulher, Cilia Flores, presos desde janeiro. A decisão foi tomada em audiência em Nova York, onde ambos enfrentam acusações de narcoterrorismo e outros crimes. A defesa tentará arquivar o processo, alegando imunidade devido à posição de Maduro como chefe de Estado.
A Justiça dos Estados Unidos definiu 1º de junho de 2027 para o início do julgamento do ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro. A decisão saiu nesta quarta-feira, 22, durante uma audiência realizada em Nova York, onde ele e a mulher, Cilia Flores, permanecem presos desde janeiro.
O juiz federal Alvin Hellerstein conduziu a sessão, que durou poucos minutos, e atendeu a um pedido conjunto da promotoria e da defesa para fixar o calendário do processo.
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Defesa tentará arquivar o processo
Maduro e Cilia responderão a acusações de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e outros crimes. Os dois se declararam inocentes.
Durante a audiência, o advogado Barry Pollack informou que pedirá o arquivamento da ação. A defesa sustenta que Maduro teria imunidade por ocupar a chefia de um Estado soberano. Hellerstein marcou uma nova audiência para 17 de novembro, quando analisará esse argumento e outras questões processuais.
Segundo o cronograma estabelecido pelo tribunal, a defesa também poderá apresentar uma nova rodada de pedidos até janeiro de 2027, depois que o governo norte-americano entregar provas classificadas relacionadas ao caso.
Maduro e Cilia estão sob custódia das autoridades norte-americanas desde janeiro, quando forças especiais dos Estados Unidos realizaram uma operação em Caracas para capturar o casal. Washington acusa o ex-governante de integrar um esquema de narcotráfico e classifica seu governo como uma ditadura responsável pelo colapso econômico da Venezuela e por fraudes nas eleições de 2018 e 2024.
Na primeira audiência do processo, realizada em janeiro, Maduro afirmou ser um “prisioneiro de guerra” e voltou a acusar os Estados Unidos de tentarem derrubá-lo para controlar as reservas de petróleo venezuelanas.
Se condenado, o ditador poderá receber pena de prisão perpétua.
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