• Equipe do programa Esporte Sem Firula destaca as lições que ficam para a Seleção Brasileira de Futebol com a Espanha campeã do mundo;
• Para Alfredo Loebeling e Mário Alemão, o Brasil precisa recuperar a sua própria tradição futebolística; e
• Já Alex Müller afirma que o jogo em equipe, destaque do time espanhol, pode ser implantado pela equipe pentacampeã.
Ver como a Espanha, campeã da Copa do Mundo deste ano, joga e fazer o oposto. Essa é uma das dicas para a Seleção Brasileira de Futebol voltar a ser vitoriosa.
“O Brasil não tem nada para aprender com a Espanha”, avalia o ex-árbitro Alfredo Loebeling, comentarista do programa Esporte Sem Firula, da Revista Oeste. “Pelo contrário, temos que voltar às nossas origens. Futebol alegre, futebol arte, futebol para a frente. Justamente essa coisa de jogar como seleção europeia nos levou à condição em que estamos.”
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A Espanha, que venceu a Argentina por 1 a 0 na final disputada nos Estados Unidos neste domingo, 19, se destaca pelo toque de bola e jogo cadenciado. Conforme as estatísticas oficiais da partida de hoje, os espanhóis tiveram 68% de posse de bola.
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Assim como Loebeling, o apresentador Mário Alemão acredita que o aprendizado que a Espanha pode deixar para a Seleção Brasileira é o de que cada time tem a sua melhor forma de jogar. E isso, acredita o âncora do Esporte Sem Firula, passa pelo trabalho do técnico Luis de la Fuente, que treina a Fúria desde 2022.
“O que o Brasil precisa aprender com a Espanha é não perder a identidade”, diz Alemão. “O futebol espanhol é isso aí: toque de bola, não muito vistoso, mas eficiente.”
Sobre identidade futebolística, Alemão observa o fato de De la Fuente ser espanhol. Eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo deste ano, quando perdeu para a Noruega por 2 a 1, a Seleção Brasileira tem o italiano Carlo Ancelotti como treinador — e, apesar do vexame, ele renovou até 2030, ano do próximo mundial.
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“Não sei se é o Ancelotti que fará o Brasil recuperar a sua própria identidade de jogo, pois é uma mentalidade europeia, italiana”, diz Alemão. “Nenhuma seleção da história foi campeã de uma Copa com um técnico estrangeiro.”
Espanha: conjunto e juventude como exemplos para a Seleção Brasileira
O jornalista Alex Müller acredita que o trabalho feito por De la Fuente pode servir como exemplo a ser seguido pelo Brasil. De acordo com o integrante do Esporte Sem Firula, o técnico espanhol conduz uma equipe que se destaca pelo conjunto, não por algum destaque individual.
“Fica a lição de ver uma seleção baseada em conjunto, unidade e espírito de equipe”, avalia Müller. “E vale destacar a juventude. A Espanha era o sexto time mais jovem nessa Copa do Mundo. E está invicta há 38 jogos, não perde desde 2024, num amistoso contra a Colômbia.”
O público poderá conferir essas e outras análises na edição desta segunda-feira, 20, do Esporte Sem Firula. O programa, que ainda conta com as participações de Milton Neves, Letícia Beppler (Lelê) e Gilberto Rodriguez (Portuga), vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 12h às 14h, pelo canal da Revista Oeste no YouTube.
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