O Irã solicitou à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que condene os ataques dos Estados Unidos à usina nuclear de Darkhovin, em construção, durante uma coletiva em Teerã nesta segunda-feira, 20. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou que o país não permitirá que o Estreito de Ormuz seja usado para ameaçar sua segurança.
O Irã pediu à Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), que condene os ataques dos Estados Unidos à usina nuclear de Darkhovin, em construção no sudoeste do país.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Esmaeil Baghaei, fez a cobrança durante uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 20, em Teerã. “O Irã espera que o Conselho de Governadores da Aiea e o diretor-geral da Aiea, que ocasionalmente fazem declarações políticas sobre a questão nuclear iraniana, declarem claramente sua posição sobre o assunto, condenando o crime dos EUA”, disse.
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Baghaei também afirmou que Teerã não permitirá o uso do Estreito de Ormuz por inimigos para ameaçar a segurança nacional. “Não podemos permitir que esta hidrovia seja usada indevidamente novamente para ameaçar a segurança e os interesses nacionais do Irã”, disse.
A agência estatal iraniana Irna informou que os ataques também atingiram a cidade portuária de Bushehr, onde fica a única usina nuclear civil do país.
Ataques dos EUA contra instalações nucleares do Irã
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou, neste domingo, 19, que concluiu a nona noite consecutiva de ataques contra o Irã.
— U.S. Central Command (@CENTCOM) July 20, 2026
Segundo os militares norte-americanos, a operação atingiu centros de comando, sistemas de defesa aérea, locais de lançamento de mísseis e drones, além de redes de comunicação. O objetivo foi reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.
Os bombardeios contra a infraestrutura nuclear ocorreram depois do anúncio da morte de três militares dos Estados Unidos. As mortes ocorreram em uma base na Jordânia e no norte do Iraque durante a detonação controlada de uma munição.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou as mortes. “Muito triste”, disse. “Odiamos ver isso acontecer. É em serviço ao nosso país”.
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