No programa Última Análise desta quarta-feira (15), os convidados falaram sobre a operação da Polícia Civil (PC) que revelou um esquema de lavagem de dinheiro de mais de R$ 100 milhões envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e o Hezzbolah. A investigação identificou indivíduos na tríplice fronteira sancionados pelos EUA por financiar também a organização Al-Qaeda.
“Não é novidade alguma a ligação de facções criminosas brasileiras com grupos terroristas. Aliás, não só facções, mas governos de esquerda também. É por isso que vemos o pessoal do Foro de São Paulo defendendo bandidos”, avalia o colunista da Gazeta do Povo Luís Ernesto Lacombe.
As prisões ocorreram durante o cumprimento da “Operação Hawala”, desencadeada nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais e na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná. 22 pessoas foram denunciadas à Justiça. Além dos mandados de prisão, os policiais cumprem 37 de busca e apreensão.
“Trata-se, primeiramente, de um mapeamento para que, a partir destes elos, possamos ver toda a relação. O Brasil tem uma das regiões mais monitoradas pelas polícias do mundo. Ou seja, cada vez que Lula critica os Estados Unidos, por causa da questão da classificação dos grupos terroristas, fica parecendo que defende bandidos”, diz o escritor Francisco Escorsim.
Moraes e o processo nos EUA
As empresas Rumble e a Trump Media afirmaram à Justiça da Flórida, na última terça-feira (14), que a Advocacia-Geral da União (AGU) teria mudado sua posição em relação ao alcance das decisões judiciais brasileiras para tentar encerrar o processo contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nos Estados Unidos.
“Possivelmente, haverá desdobramentos em relação à diplomacia brasileira. Além disso, Moraes pode servir como uma espécie de ‘laboratório’ para os EUA, pois esta questão de juízes, no direito internacional, ainda carece de respostas. Por aqui sabemos dos excessos que ele cometeu”, diz a advogada Fabiana Barroso.
As empresas disseram que o Ministério da Justiça informou ao Departamento de Justiça dos EUA, em junho de 2025, que decisões brasileiras produzem efeitos estritamente dentro do Brasil e precisam ser encaminhadas por canais reconhecidos de cooperação internacional, como o tratado de assistência jurídica mútua e a Convenção da Haia. Porém, Moraes agiu diversamente.
“Do jeito que está, o governo brasileiro está mentindo oficialmente. Ou, então, o Moraes não respeita sequer o próprio ordenamento jurídico, pois ele está descumprindo aquilo que dizem os tratados internacionais. Seja qual for, não tem saída para o ministro”, diz Escorsim.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.

