Gaza terá pacote de US$ 1 bilhão da União Europeia

A reconstrução da Faixa de Gaza entrou na pauta de uma reunião internacional realizada nesta segunda-feira, 13, em Bruxelas, Houve a apresentação de um pacote inicial de quase € 900 milhões, equivalente a cerca de US$ 1 bilhão, destinado a financiar ações emergenciais no território.

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Os recursos, relata o The Times of Israel, fazem parte de compromissos já assumidos por países e instituições e deverão ser aplicados em medidas como a retirada de escombros deixados pela guerra e a recuperação de serviços básicos, entre eles sistemas de abastecimento de água e saneamento.

A iniciativa reúne Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia e Suíça, além da Comissão Europeia e do Banco Europeu de Investimento. O Banco Mundial também participa do esforço, enquanto Austrália e Canadá são esperados como novos integrantes.

Antes da reunião de doadores, Dubravka Suica, comissária da União Europeia para o Mediterrâneo, afirmou que a prioridade neste momento é iniciar uma etapa de recuperação inicial, mas destacou que ainda são necessárias condições de segurança para que a ajuda alcance a população.

“Apresentaremos hoje o pacote inicial de quase € 900 milhões, ou US$ 1 bilhão”, disse Suica. “Agora precisamos das condições no terreno que permitam que o apoio chegue às pessoas em Gaza.”

Os Estados Unidos participaram do encontro por meio de representantes do Conselho da Paz criado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para auxiliar a transição e a reconstrução de Gaza no pós-guerra.

Washington já havia anunciado anteriormente uma contribuição de US$ 10 bilhões para os esforços do Conselho da Paz, mas esse valor foi apresentado como compromisso futuro.

Segundo a representante europeia, os governos envolvidos pretendem avançar com projetos de recuperação, mas o processo depende de mudanças no cenário político e de segurança do território. “Os doadores querem começar com a chamada recuperação inicial, e é muito importante mostrar que estamos dispostos a fazê-lo.”

Ela acrescentou que o desarmamento do grupo terrorista Hamas é uma condição necessária para uma reconstrução mais ampla. “Mas, para fazer isso, precisamos do desarmamento do Hamas para iniciar uma recuperação adequada.”

Durante uma visita recente a Israel, a comissária afirmou ter negociado com autoridades israelenses os próximos passos de dois projetos considerados prioritários: gestão de resíduos e administração de recursos hídricos em Gaza.

Funcionário da ONU denuncia atuação do Hamas em Gaza

Paralelamente, um integrante do alto escalão das Nações Unidas acusou o Hamas de interferir nas operações de ajuda humanitária no território e de intimidar trabalhadores envolvidos na distribuição de assistência. Segundo ele, as ações do grupo aumentam os riscos para as equipes que atuam no atendimento à população.

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As necessidades humanitárias em Gaza continuam elevadas. O conflito começou em outubro de 2023, quando o Hamas lançou um ataque contra Israel, desencadeando a guerra. Um cessar-fogo mediado pelos EUA em outubro de 2025 reduziu a intensidade dos combates, embora Israel tenha mantido operações contra alvos do grupo e confrontos de menor escala tenham continuado.

Após o acordo, o território ficou dividido entre áreas sob controle militar israelense e regiões ainda dominadas pelo Hamas. O grupo, segundo o texto original, resistiu a um processo internacional que prevê seu desarmamento e a transferência de poder para uma nova administração.

A ONU estima que a reconstrução de Gaza levará anos e exigirá dezenas de bilhões de dólares. Entre os principais obstáculos estão a falta de materiais de construção e a escassez de equipamentos para remover os destroços acumulados durante a guerra.

O objetivo do conselho é auxiliar no planejamento do período pós-guerra, participaram da reunião em Bruxelas. Segundo Suica, a participação do grupo pode contribuir para coordenar os esforços internacionais de reconstrução.

O encontro também contou com a presença do primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Mohammad Mustafa, e discutiu reformas promovidas pela administração palestina como parte das conversas sobre novos aportes de ajuda.

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